A maior homenagem neste sétimo dia, é publicar seu legado (um pouquinho que seja…)

Aqui, um couverzinho das idéias de meu pai João, neste sétimo e nublado dia de sua morte… do seu legado eterno, aqui vai um lampejo:

(…)Em seguida, o professor João Jesus de Salles Pupo, diretor-executivo da ABE, analisou a seqüência do que seriam as causas eficientes da Educação, questionando o por quê, o quê, quem, como, e para quê educar. Para Pupo, a família, a escola e os meios decomunicação educam para ajustar o indivíduo à sociedade, fazê-lo conhecer a si mesmo, assimilar realidades, e ter idéias próprias. Para “transformar o bicho em gente”, segundo o professor, é preciso desenvolver qualidades e criar outras, respeitar a espontaneidade, e dar autonomia para que haja
responsabilidade, sempre conhecendo as limitações e pensando na solidariedade. No entanto, o educador criticou a competição estabelecida pelos agentes da comunicação (escola, tv, internet) para que se crie o hábito e o comportamento solidário. “Aí está um erro que a escola não mudou desde que foi criada. Ela ensina a competir, mas não ensina a colaborar. E colaborar é cada vez mais importante.”, ressalta o professor.

De acordo com João Pupo, a finalidade da Educação está além dos valores objetivos. “A causa final da Educação é a felicidade, que é valor de troca, mutualismo. Se pensarmos que o nosso aluno deve ser preparado para ser feliz, talvez atenuemos um pouco o rigor com que tratamos o objeto da nossa ação de educadores”, afirmou. O educador concluiu sua apresentação levantando algumas questões para reflexão. “A escola cumpre sua finalidade? Será que ela faz do seu aluno um passarinho preso a uma gaiola, rodeado pelas grades curriculares, diretrizes, que orientam o trabalho escolar, subtraindo sua autonomia? Orienta o trabalho de um professor, impedindo a liberdade de cátedra? Será essa a escola ideal? Ou a escola que deixa a pessoa andar livremente na praia, quem sabe aprender a pescar? Ou ainda correr, no sentido do progresso, como quis o poeta?”, questionou João Pupo.

Mas afinal, quem é o verdadeiro culpado?

Segundo a professora Patrícia Konder Lins e Silva, diretora pedagógica da Escola Parque, que também participou do encontro realizado no dia 11 de setembro, na própria ABE, não houve, historicamente, um momento determinado para a morte da escola. E ninguém pode ser diretamente responsabilizado por essa suposta tragédia. “Foi a própria espécie humana que inventou outra coisa para si própria, com outros problemas e questões, e uma delas é a educação. Cada era é determinada por suas tecnologias”, afirmou Patrícia. Para o professor João Pupo, essa nova era reforma o conceito deaprendizagem e, profundamente, o conceito de comunicação. “A escola está parada, mas por outras razões. Ela não tem liberdade, não tem autonomia. O professor não exerce a liberdade de cátedra”, destacou Pupo.

“Essa história de que a finalidade da escola é preparar para a cidadania é o que o Estado quer, para estar preparado para atender às exigências e regras que ele mesmo impõe. Isso não respeita a dignidade da pessoa. A pessoa não pode ser usada pelo Estado como um meio para ser um cidadão, e será um cidadão se quiser”, declarou João Pupo.

leia o texto na íntegra: http://www.metodista.br/sala-de-imprensa/clipping_digital/noticias/setembro/dia-29-de-setembro/a-escola-esta-morta-e-nao-sabe-o-que-fazer-para-ressuscita-la/

Tem mais aqui:

http://www.inep.gov.br/pesquisa/bbe-online/obras.asp?autor=PUPO,+JO%C3O+JESUS+DE+SALLES

———Quem foi ele:

Bacharel e Licenciado em Física e Matemática pela Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, com cursos de pós-graduação no MIT, na Nothingan University, e de especialização no Instituto Internacional de Planificação Educacional da UNESCO, em Paris, no Centro de Estudos Técnicos da OIT, em Turim, na Universidade de Utah, Suécia.

Foi pesquisador do CNPq e da CNEN, professor da PUC/RJ e do Colégio Pedro II,  assessor da Diretoria do Ensino Comercial e Subchefe de Gabinete no Ministério da Educação, Diretor-Geral do Departamento Nacional de Salário e do Departamento Nacional de Mão-de-Obra e Secretário de Emprego e Salário, no Ministério de Trabalho, Secretário Executivo do Conselho Nacional de Política Salarial, Presidente do Conselho Consultivo de Mão-de-Obra e do Conselho Nacional de Emprego, membro da Comissão Metrológica Brasileira, do Conselho Nacional de Imigração, do Conselho de Recursos Humanos da PETROBRAS, do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Educação, dos Conselhos Nacionais do SENAI, do SENAC, e do SESC, Coordenador-Geral do SENAR, Coordenador do Projeto BRA/70/550, que elaborou a Classificação Brasileira de Ocupações, Autor e implementador do Sistema Nacional de Emprego – SINE, integrado ao Sistema Mundial de Emprego.

Recebeu como prêmios as comendas da Ordem do Mérito do Trabalho e da Ordem de Rio Branco; a Medalha de São Jorge da Comunidade de Barcelona, Espanha, é cidadão honorário do Estado de Pernambuco e dos Municípios de São Leopoldo,RS, Ribeirão Preto,SP e Varginha,MG.

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Sobre adrianathomaz

Na vida: autenticidade e coerência íntima, amor, muito amor, fé e fotografia! Educação para a morte e o morrer. Terapia do Luto, Dor e Medicina Paliativa.
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