Compartilhe aqui sua experiência

Este é um espaço dedicado a quem já recebeu (ou está recebendo) cuidados especializados e servirá de estímulo para nosso projeto de disseminação e educação para a morte, as perdas e o luto.

Conte sua história e ajude a fazer a morte um processo vivido com mais sabedoria para os que partem e para os que ficam.

Se não quiser colocar nomes verdadeiros, você poderá abreviá-los ou trocar por outros.

Obrigada!

Adriana

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177 respostas para Compartilhe aqui sua experiência

  1. Claudia Penna disse:

    Lidar com a morte inicialmente parece assustador, mais ainda não ter noção sobre o desconhecido pode causar uma angústia muito grande em muitas cabecinhas.
    De um lado o paciente lidando com uma doença assustadora, do outro sua família e amigos.
    Passei e venho passando por tal experiência a 5 meses.
    Tudo começou num auto-exame das mamas e depois o diagnóstico aos 34 anos de câncer de mama.
    E tudo foi assim muito rápido, o medo da morte, o medo de não estar mais aqui ao lado das minhas filhas ( 2 e 6 anos), meu marido mãe e irmã.
    Depois do susto inicial a luta, mastectomia radical com cirurgia plástica, quimioterapia.
    Ai a temida quimioterapia…
    Hoje já estou indo para a metade do tratamento e comecei a buscar forças dentro de mim que me tornaram uma pessoa tão mas forte, tão mais focada.
    De formação sou psicóloga, mas nunca auei na clínica, sempre com organizações. Mas hoje já me vi ajudando mesmo que singelamente, tantos outros irmãos que estou em tratamento e muitos bem debilitados, outros não aceitando sua atual condição, que ãs vezes me esqueço que também ainda sou paciente.
    Mas acho que é isso que me fez crescer, aprendi que o câncer, assim como outras doenças também graves não são uma senten,a mas sim apenas palavras.
    E com elas devemos aprender a fazer o nosso melhor, por nós acima de tudo, vivendo cada dia da melhor maneira possível.
    Sejam felizes!
    bjs

    • Cristina de São Paulo disse:

      Olá boa noite encontrei o blog por acaso e gostaria de compartilhar a minha dor com vocês,no dia 26 de dezembro de 2011 perdi minha filha depois de uma semana que estava no hospital por causa de um problema respiratório,após a sua internação confirmou-se a tuberculose dando início ao tratamento para combate-la,havia previsão de alta para os proxímos dias mas algo aconteceu que o seu quadro piorou e a minha linda e bela filha foi me deixando saudade eterna,nós não esperavamos que isso viesse acontecer,sabe a minha dor é tão imensa que as vezes sinto um nó na garganta me faltando até a respiração,sou casada,tenho mais 3 filhos e uma linda neta de 9 anos filha da Samy que veio a faleçer.Quero aqui deixar registrado a angústia que é continuar vivendo cercado das suas coisas,a sua filha é meu presente o mais lindo de todos´.
      Tudo aconteçeu inesperadamente os dias que ela ficou internada eu a acompanhei em cada momento fazia massagem em seus pés,ela pedia para que eu segurasse as suas mãos,aí meu Deus eu choro toda vez que me lembro dos momentos que estivemos juntas naquele maldito hospital, sinto tanta falta da minha primeira fiha que tive quando ainda tinha apenas 14 anos, ela era linda formada em direito,alegre sempre.Eu sei que tenho que continuar vivendo,no mês em que ela se foi aconteceria a minha colação de grau a qual não participei,não poderia,e pensei em desistir de todos os meus planos,mas a 3 meses voltei a fazer uma pós e tento a cada dia viver com as lembranças de sua vida aqui conosco,e a minha fé em Deus é quem me faz viver.
      Sinto tanto a sua falta, na vida tive quatro filhos lindos e cada um representa uma parte de mim se uma dessas partes está faltando como vou subistitui-la,obrigado por me emprestar um pouco do seu tempo,sou reservada e aqui encontrei um espaço para desabafar.

      • adrianathomaz disse:

        Cristina querida,

        Meu abraço muito carinhoso pela perda de sua filhinha.
        Fico feliz em saber que este espaço, de alguma forma, pôde lhe ser útil para contar sua história, e se beneficiar da coerência narrativa, necessária para escrevê-la.
        Que as memórias de sua filha, expressas na criatividade e na coragem que você teve em colocá-las no papel, sejam um bálsamo para sua netinha algum dia. E pra todos que amaram e sempre amarão a Samy.

        Outro abraço forte e demorado,
        Adriana

  2. Tatiana Violetta disse:

    Não tenho muito comentário a fazer. O que aprendi, com uma pessoa muito especial, é que a morte faz parte da vida, é muito triste, principalmente para quem fica, a saudade, as lembranças, mas acho que é a experiência em um outro mundo, acho que a verdadeira paz é está livre de todos os sofrimentos desta terra.

  3. Roberto Monte disse:

    Cara Adriana,
    Bom dia,
    Meu nome é Roberto Monte e fui companheiro de seu pai, nosso querido amigo João Pupo, participantes do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, da Secretaria Especial dos Direitos humanos. Sou do Rio Grande do norte e conversava muito com seu pai sobre figuras do meu estado que ele conviveu em sua vida.
    Nesses dias, lembrando-me de Pupo, fui procurar maiores detalhes sobre ele e deparei-me com o seu blog e cá estou, para compartilhar com você a repercussão do passamento do seu pai, que deixou-nos extremamente tristes.
    Sempre chegávamos um dia antes do encontro, o que acabou tornando freqüentes encontros nossos na hora do jantar, quando tanto eu, seu pai e o companheiro Solon Viola, ficávamos conversando sobre muito assuntos , sempre em clima de muita cordialidade e companheirismo.
    Envio abaixo, o teor do email que Solon enviou para todos nós, que creio que relata a nossa ótima impressão que sempre tivemos do companheiro Pupo.
    Nesses dias a ANDHEP lançou uma nota, que também envio em anexo/atachado.
    É apenas isso que eu gostaria de colocar para você, de uma forma simples e singela, dar o meu depoimento sobre o seu pai e passar para você tais impressões.
    Estarei nesses dias em Brasília e passarei para os nossos amigos/amigas do Comitê EDH o que li no seu blog.

    Um grande abraço
    Roberto Monte
    enviardados@gmail.com
    http://www.dhnet.org.br

    01 – nota que recebemos de nosso Comitê EDH
    Prezad@s,
    é com pesar que esta Coordenação compartilha a passagem do nosso companheiro JOÃO JESUS DE SALLES PUPO, no último domingo passado na cidade do Rio de Janeiro. Pupo deixa saudades aos seus familiares, amig@s, ao CNEDH, a ABE- Associação Brasileira de Educação. A ele nossa profunda gratidão por seu engajamento no Comitê marcada pela integridade. Aos seus familiares nossas condolências.
    Abraço FRATERno,

    Fabio Potiguar dos Santos
    Coordenador Geral de Educação em Direitos Humanos CGEDH/SDH/PR
    Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR
    Subsecretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos – SNPDDH
    Diretoria de Promoção dos Direitos Humanos
    Fone: (61) 2025 3920
    Fax: (61) 2025 9196

    02 –Email do nosso companheiro Solon Viola, Coordenador de nosso Comitê

    Fábio e companheiros do Comitê
    A morte é sempre o inevitável e a surpresa. Qunado li teu informe fui tomado pela surpresa. Lembro das preocupações de Pupp com a frágil saúde da esposa. Sua preocupação e desvelo por ela. Imagino um cuidado tão rigoroso e delicado como aqueles demonstrado por ele em nossas reuniões e nas conversas entre as reuniões. Nas conversas o Pupo se permitia recordações e mesmo um humor fino e um riso franco. Pupo gostava de beber vinho no jantar. E o espírito do vinho liberava as viagens no tempo e aos lugares que a profissão e a vida lhe levaram. Favorecia ainda breves divergências que permitia revelar com as “guerrilhas semânticas” do Roberto Monte. Pupo andava empolgado com seu lugar de vice-presidente da Associação Brasileira de Educação. Sua ausência será sentida profundamente nas reuniões do Comitê. Sua memória nos fortalecerá. Os anjos devem estar fazendo fila para acompanhar suas aulas e seus detalhes de tudo e de cada um dos que conviveram com ele.
    Abraços aos companheiros e familiares de Pupo.
    Prof. Dr. Solon Eduardo Annes Viola
    Coord. CNEDH

    • adriana thomaz disse:

      Caro e prezado Roberto,
      Muito me emocionou e honrou seu depoimento aqui, neste modesto (e pretencioso) espaço de educação, herança por pouco genética, mas certamente adquirida, absorvida e para sempre honrada, que recebi de meu pai-paciente-conselheiro-melhor amigo e de longe, o meu melhor professor, João Pupo.
      Juntos iniciamos vários projetos, que remanescem ainda inacabados e que, certamente, no momento pertinente, florescerão, com sorte e com, mais uma vez, a também por mim adquirida pretensão, å altura de seu idealizador.
      Ainda me encontro demasiadamente emocionada e, vivendo na carne, o que me proponho a ensinar e a cuidar, o meu velho conhecido material de trabalho por tanto tempo estudado e já íntimo, o “luto”. Ou melhor, LUTO, com letras maiúsculas e sem aspas.
      Manteremos contato e quiçá poderemos organizar uma homenagem “oficial” e merecida ao nosso querido Pupo e um encontro para um papo e uma permuta de bons momentos vividos com nosso amigo.
      Com lágrimas, muitas, nos olhos, que insistentemente nublam a tela do computador e borram a maquiagem, já refeita por duas vezes nesta mesma manhã, sentada å mesma mesa que tantas vezes testemunhou e honrou meus encontros com meu professor-paciente e pai e cuja cadeira vazia, entre um paciente e outro, me é um desafio constante,
      Adriana

  4. Leila Piffer disse:

    Olá, Adriana

    Foi com um alívio tremendo que, por acaso, assisti sua participação no programa da Ana Maria, sobre seu auxílio terapêutico à atriz Cissa Guimarães.

    Passo por um processo de luto patológico que, inclusive, me incapacitou para o trabalho, algo que me era extremamente prazeroso.

    Acompanharei seu blog com a vontade que tenho de melhorar, muito embora ainda não saiba bem como.

    Forte abraço,

    Leila Piffer

    • eliana disse:

      leila, dentro de vc tem uma força inesgotavel ! tenho certeza disso….só o fato de vc assistir, entrar no site fazer comentarios, isso ja demonstra a pessoa especial que vc é. estou em luto, meu marido meu amor meu amigo se foi…com apenas 46 anos, mas to aqui firme pq sei do meu compromisso nessa terra, todos nós temos um. e se vc nao pode mais desenv. seu trabalho que tanto ama, vai descobrir tantos outros que nem sabia que amava… a partir de hoje ja sou sua fã. beijos no seu coração. eliana

      • adriana thomaz disse:

        Oi Eliana,
        Obrigada por seu depoimento carinhoso e de estimulo a Leila.
        Receba meu abraço demorado pela perda de seu companheiro.
        Com amor,
        Adriana

    • adriana thomaz disse:

      Leila querida,
      Respondi a voce por e-mail, mas deixo aqui meu forte abraco e faço coro com Eliana: acredito na sua força.
      Um beijinho,
      Adriana

  5. Andreia Salucci Vieira disse:

    Bom tarde Adriana!
    Achei seu site no momentode socoroooo! Perdi uma filha em acidente de carro com 11 meses nos meus braços, deixando sua festinha pronta, ela era como sonho da minha realidade sempre deseji ter uma menina.
    Tive mais duas gestações onde veio menino, onde são meu tudo, faço tratamento psiquiatrico e pscologo onde fui orientada resgatar sonhos interrompidos com outra menina, maos meu esposo nãofoi de acordo, meu mundo caiu de vez, perdi a vontade de viver, virei um objeto inutil dentro do meu lar, só vivo escrevendo poemas e sonhando em gravidar de uma menina, onde tenho conciência que uma ñ substituirá a outra, minha vida virou um atomento, uma dor que ñ passa, e nãi encontrei remédios pra ela.
    Com isso sou massacrada pela familia, criticada, ofendida, como se fosse ato de frescura, onde acham que tenho que aceitar, e ainda por conta disso meu esposo mandou eu ter com outro, estou em processo de separação com 18 anos de casada.
    Eu ja lutei, fiz de tudo e nada e hoje só me resta Deus ser breve comigo, ou eu mesma serei para não sofrer mais, eu não aguento, meu coração vao explodir, aperto na garganta, e noites lutando com o sono enquanto todo mundo dorme.
    Descupa- me desafar é o despero de coração de mãe.
    Desde de já agradeço pelo desabafo. Um Beijo carinhoso

    • adriana thomaz disse:

      Oi Andreia,

      Receba meu carinho e mais um abraço forte.

      Respondi direto para seu e-mail. Você recebeu?

      Me faça saber, ok?

      Muita luz e energia para você,

      Adriana

      • Paula Andrade disse:

        Olá Adriana, sou Paula de Bauru/SP, passei pela experiência de perder um filho em 02/02/2006, seu nome era Yuri, tinha 4 anos e 10 meses e morreu por afogamento em Porto Seguro, Bahia. Foi a maior dor que senti, desespero, revolta, culpa… quando passamos por isso queremos encontrar pessoas que já passaram, já sentiram… fiz terapia por alguns meses que não surtiu efeito algum… em maio de 2006 fiquei sabendo através do jornal da cidade que havia postado uma matéria sobre o dia das mães (no caso para mães de filhos que já partiram) que havia um grupo, chamado jóias devolvidas, que partilhava da mesma experiencia… até hoje faço parte… mas nestes 5 anos que se passaram, lutei para sobreviver, procurei ajuda e de muitas formas recebi, comecei alguns anos a estudar a terapia floral do dr. Eduard Bach, hoje sou terapeuta floral, meu marido já psicólogo há 12 anos, estamos focados nesta área de atuação, a terapia do luto, como profissionais e como pessoas que passaram pelo fato. Gostaria que se possível nos indicasse referências bibliográficas para podermos nos aprofundar no assunto, textos, mensagens…
        Obrigada

        Grande abraço

        Paula Andrade.

      • adriana thomaz disse:

        Oi Paula,

        Meus sentimentos e meu carinho a vocês dois pela perda de seu filho Yuri. O caminho que vocês seguiram é muito bonito e com certeza, encontrar um sentido de vida, ajuda muito. Passei por perdas também, desde muito menina, e sei que estou nesse caminho como uma “jóia desenvolvida”, capaz de compreender e acolher a dor de quem perde uma pessoa querida… não soe pela extensa e intensa formação acadêmica mas pelo “saber interno”, a experiência.
        Vou encaminhar um e-mail com uma boa indicação de bibliografia (site) e cursos em SP.

        Meu respeito e meu carinho,

        Adriana

  6. Leila Piffer disse:

    Olá, Eliana e Adriana

    Agradeço profundamente pelo apoio.

    Minha história de Vida em relação à perdas é um tanto complicada.

    Minha única irmã faleceu há 22 anos.

    Meu pai completou 15 anos de ausência.

    Minha mãe faz 3 anos que partiu…

    E aqui fiquei, buscando motivos pra continuar. Desenvolvi depressão, luto patológico e crises de ansiedade. Fora estresse pós traumático, dentre outros sintomas.

    Estou em tratamento desde o início dessas doenças, fiz várias terapias, mas creio que a terapia certa pra mim seja a Terapia do Luto, por isso meu alívio em ver o depoimento da Cissa Guimarães na tv, auxiliada pela Adriana.

    Faço trabalho voluntário desde que fiquei doente e é o que me faz levantar da cama diariamente. Sei da importância de trabalhar e, se minha profissão ficou prejudicada diante desse processo de luto, arrumei o que fazer pra me auto-motivar.

    Agradeço o apoio, vamos em frente!!!

    Abraço fraterno,

    Leila Piffer

  7. Leila Piffer disse:

    Olá, Adriana

    Muito obrigada pela atenção. Eu gostaria de fazer terapia do Luto, mas no momento não tenho condições financeiras pra tal.

    Se você puder me indicar algum local em Santos, SP, que eu possa iniciar um novo processo terepêutico focado em luto patológico de forma gratuita, agradeço profundamente. Pode ser terapia em grupo.

    E tenho uma sugestão pra você postar no seu blog: Síndrome do Cuidador.

    Se tiver sugestões de leitura nessa área, seria muito interessante e esclarecedor. Creio que possa ajudar tanto à mim quanto outras pessoas que cuidam dos outros e não se cuidam, apresentando posteriormente essa síndrome.

    Mais uma vez muito obrigada, atenciosamente,

    Leila Piffer

    • adriana thomaz disse:

      Oi Leila,

      Nao sei se voce recebeu minha resposta por e-mail pois ela não está aparecendo aqui… me desculpe.
      Vou te mandar o contato em SP para que a partir dele você tente encontrar ajuda em Santos.

      Vou postar sim, sobre o Cuidador e o cuidado que ele merece.

      Forte abraço,

      Adriana

    • Ana Cristina disse:

      Olá Leila,
      em busca de ajuda na internet também procuro a terapia do luto em Santos, sofrendo do mesmo mal, desta dor interminável pela perda da minha irmã, a qual não consigo me conformar e seguir minha vida em frente… tbm preciso muito de ajuda. Você conseguiu algo sobre esta terapia em Santos? Se sim, por favor, me de esta indicação, meu e-mail é anacristinamd@hotmail.com.
      Até mais.
      Ana Cristina.

  8. Ruth disse:

    Oi Drª. Adriana, meu nome é Ruth e tenho 57 anos sou professora aposentada e advogo, mesmo sendo uma pessoa expeirente, e que já passou por mutitos obstáculos, perdi toda a alegria de viver diante da perda seguida de três entes queridos, minha mãe e dois irmãos 2008 e 2009. Ainda não consegui me reerguer, precisava muito dessa terapia, o desânimo, desestímulo falta de energia de viver, tomaram conta de mim, há dias que me sinto bem, noutros me sinto totalmente sozinha, infelizmente não tive filhos, tenho marido mas até nosso casamento está prejudicado, mediante essas perdas.A vida é estranha quando pude me dedicar mais a minha mãe, enfim, a minha familia eles se foram, apesar de termos vivido grandes e bons momentos. Perdi muito tempo trabalhando. Hoje faria tudo diferente. Feliz Ano-Novo.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Ruth querida, meus sentimentos e todo o meu carinho pelas suas perdas. Vou entrar em contato com você pelo e-mail, ok?
      Abraço forte e um ano de paz,
      Adriana

      • Quando minha irmã morreu, um ano apenas depois do diagnóstico de câncer de pulmão, eu, minha família e minha sobrinha, sua única filha, estávamos todos em frangalhos. Entretanto, apesar de toda dor da perda de minha irmã, tive um sentimento profundo de ter feito tudo que estava ao meu alcance e me enriqueci muito com esta experiência.

        Por convicção de que nossa maneira de viver está diretamente relacionada à nossa maneira de morrer e encarar a morte, compartilho este depoimento pessoal e a magnitude das consequências que tiveram para mim e minha família, bem como o que possa ser útil para todos que, assim como eu, percebem que nossa vida/nascimento/morte tem sido compreendidos de forma bastante controversa.
        Pois bem, o que aconteceu com minha irmã de 51 anos foi uma surpresa para todos e se desenrolou de forma inesperada e abrupta. De um simples pigarro, ela já havia largado há 5 anos o cigarro que fumara por 30 anos , foi diagnosticado um cãncer dito “dos mais agressivos” pelo pneumo-oncologista, e que já se encontrava no estadiamento IV, fase final da doença. O médico disse que ela tinha 6 meses de vida, viveu 1 ano e meio.
        Mas o que aconteceu foi que minha irmã estava, exceto o pigarro constante, se sentindo bem, fazendo exercícios, cuidando de sua vida com sua filha de 18 anos, vivendo, e a partir do diagnóstico, sua vida deixou de existir nos padrões habituais. Em dois meses já estava sem o pulmão esquerdo, teve metástase no cérebro, passou a tomar mais de 20 tipos de medicamentos diferentes por dia/noite e começou a ter infindáveis efeitos colaterais da doença e/ou do tratamento: convulsões, alucinações, vertigens, enjôos, taquicardia, prisão de ventre, gastrite, falta de equilíbrio, insônia, falta de apetite, aftas, etc, etc, etc. Minha irmã perdeu os cabelos e começou a definhar, parecia uma velhinha das mais caquéticas que já vi. O câncer atingiu os ossos e o fígado.
        Imagine que nossa família ficou completamente desnorteada, sem saber como administrar tantos medicamentos e tentar trazer um alívio e conforto para minha irmã, além de termos que lidar com o sofrimento de cada um de nós, principalmente sua filha, e nossa mãe, já com quase 80 anos.
        É nesse ponto que faço questão de compartilhar o grande aprendizado que tive e que foi de fundamental importância para minha irmã e nossa família.
        Estive junto de minha irmã desde o momento do diagnóstico, quando a acompanhei naquela fatídica consulta.
        A partir daquele instante, comecei a procurar todas as formas de tratamento possível, além da medicina convencional pela qual minha irmã cuidava de sua doença. Eu queria tentar tratamentos que fortalecessem sua saúde. Insisti que ela procurasse um apoio psicológico e busquei a medicina ayurvédica por sugestão de amigos. Foi nessa busca que encontrei a pessoa que iria abrir as portas de um enorme conhecimento e compreensão que tornou possível que a morte de minha irmã tivesse ocorrido de acordo com sua vontade e consciência, de maneira íntima e muito muito bonita.
        Foi a médica psico-oncologista, especialidade que não conhecia até então, Dra. Adriana Tomaz, carinhosamente Dra Bezerrinha, que iluminou aqueles momentos de treva. Dra Adriana chegou inicialmente com o pedido e o desafio de arrumar aquela loucura de medicamentos que precisavam ser tomados por minha irmã e que nós não sabíamos como administrar em tantos horários e incompatibilidades. Ela que é clínica acupunturista, começou a cuidar do bem estar da Márcia. Adequava medicações, alimentação e sessões de acupuntura na busca de um equilíbrio possível entre tantas desordens orgânicas,físicas, emocionais, afetivas e espirituais.
        Até então nenhum médico, e já havíamos conhecido alguns que cuidaram da Márcia nas inúmeras intercorrências, havia se preocupado com essa quantidade de transtornos que passou a sobredeterminar a vida da minha irmã. Apenas acrescentavam ou trocavam medicações e horários. Tratavam da doença, pouco se detendo em cuidar da Márcia enquanto ser integral que sente, pensa, sofre.
        Curioso é que o diagnóstico da doença vem imediatamente acompanhado do prognóstico de morte iminente, entretanto, a morte e o morrer raríssimamente são tocados enquanto assunto relevante. Os médicos não sabem o que fazer. Nos transmitem sua inconsciência diante da morte com sua aparente tranquilidade e indiferença. E o(s) paciente(s), e a família nesses casos se torna paciente também!, precisando de ajuda, apoio, orientação e até medicação…, ficam todos à própria sorte com suas dúvidas e medos. Entendo que esse despreparo não é exclusivo dos médicos e profissionais de saúde mas se refere a um despreparo de nossa cultura ocidental contemporânea desenraizada, tanto no que se refere ao nascer como ao morrer. Parece que quem nasce e pari e morre não somos nós, são as equipes de saúde. Delegamos essa função à medicina e desta forma perdemos o sentido mais profundo da vida.
        No caso da Dra. Adriana, a sua especialização vinha suprir diretamente esta enorme lacuna. No decorrer do tratamento, Adriana nos fez refletir, inclusive e principalmente a Márcia, sobre a morte. Conversávamos sobre essa expectativa e o que fazer com a dor e o sofrimento. Falávamos sobre as consequências e repercussões que a morte teria ou poderia ter para cada um de nós, sua filha, minha (nossa) mãe. As questões materiais, as pendências, as opções de encaminhamento. Enfim, sentíamos e nos emocionávamos e falávamos da doença, do adoecimento, da morte, e dessa forma podíamos lidar melhor com a vida que se sucedia com as demandas de todos os dias. Um dia era o intestino parado há uma semana, outro era a vontade de encontrar os amigos, dar um jeito no cabelo crescendo em total desalinho, conversar com a filha que não aceitava a situação, resolver os gastos intermináveis com remédios, …
        É claro que para cada um dos familiares e amigos próximos este processo aconteceu de forma específica. Falo às vezes no plural por ter compartilhado muitos momentos onde ( familiares e amigos ) percebíamos algumas experiências de forma semelhante.
        Neste período também o Livro Tibetano do Viver e do Morrer trouxe inúmeros esclarecimentos sobre o processo de dissolução durante a morte, inclusive a perda gradativa das funções e competências orgânicas, além da filosofia budista com respeito à morte. E essa foi uma questão central na postura e no encaminhamento dos atendimentos que fico grata de ter conhecido junto com minha irmã. Ao longo de todo processo da doença, independente do prognóstico “reservado” como muitas vezes é chamado pelo corpo médico nos hospitais, fomos gradativamente abrindo questões tabu em nossa forma de lidar com a morte. A reserva do prognóstico a que me refiro significa para muitos profissionais que não devemos falar com o paciente sobre a expectativa de morte iminente, a não ser que ele toque no assunto. E quando isso acontece, muitas vezes, o profissional “foge” das perguntas, dá um jeito de não responder e o paciente fica sozinho sem ter com quem falar daquilo que se tornou a coisa mais certa em sua vida presente: a morte iminente. E isso não é diferente em relação à família. Como disse, não é privilégio dos médicos, e os familiares também, por não saberem o que dizer, por não quererem ver seu familiar sofrer, calam a questão da morte como se isso fosse mágicamente fazê-la deixar de existir.
        No caso da minha irmã, muitas vezes foi diferente, como no dia em que foi colocada a necessidade de uma internação e esta, como tudo o que vinha sendo feito no seu tratamento, foi negociada com ela. Mas “só até resolver e eu volto prá casa” pois em consequência do aprendizado pelo qual vínhamos passando, Márcia pode se posicionar e concluir, inclusive, que não gostaria de morrer na UTI de um hospital. Nessa circunstância, pude perceber o despreparo dos profissionais médicos do hospital em lidar com a “autonomia” da minha irmã para decidir junto com a Dra Adriana pelas opções de tratamento possíveis. Questões referentes a uso de sonda, medicamentos específicos, etc. Houve momentos de estresse junto à equipe até que pudessem aceitar a condução do tratamento com base nas orientações da médica e também da paciente e não das “rotinas” habituais do hospital. Foi a partir dessa decisão que decidimos providenciar um serviço de home care pois a situação já era bastante grave com minha irmã sem autonomia de movimentos, com dificuldades respiratórias, doses excessivas de morfina para a dor, etc.
        O quarto de minha irmã se transformou num hospital: bala de oxigênio, cadeira higiênica, uma verdadeira farmácia e uma equipe de enfermeiras se revezando com nosso acompanhamento.
        Nesse processo, muitas vezes acreditamos em milagres ou remédios milagrosos que pudessem curar ou fazer estacionar a doença. Até que minha irmã começou a perder mesmo todas as capacidades de controle motor, cognição, visão e tivemos que admitir que o “fim” estava próximo. Mas, para todo esse desenrolar, a orientação da Adriana foi decisória. Não tínhamos a menor experiência com essa questão na nossa família e muito menos com a velocidade e a quantidade de variáveis com que tudo aconteceu. Quando percebemos que o momento da morte estava próximo, Adriana nos chamou atenção para ficarmos juntos, chamarmos quem estava faltando, e quando Márcia estava nas portas de sua nova vida, estávamos todos ao seu lado, dando-lhe apoio para os últimos momentos.
        Foi muito doloroso, mas foi o melhor que poderia ter acontecido. E acho que ela também sentiu assim. Ela não estava sozinha numa UTI, entubada e desconectada de todos, de seu ambiente.
        A coroação disso foi a decisão de velá-la em casa. Foi então, enquanto Adriana nos ajudava a preparar a Márcia, vestí-la, que soubemos que atualmente, de forma quase unânime por determinação das convenções dos prédios, é PROIBIDO velar seu ente dentro de casa. Fiquei estarrecida com essa informação, acrescida do detalhe que a família pode ser multada caso haja algum condômino que se contraponha no momento do velório.
        Mas, felizmente, o velório de nossa irmã foi uma festa muito bonita e emocionante. Espalhamos fotos dela pela casa, flores, velas. Convidamos todos os seus inúmeros amigos, fizemos cantorias em sua homenagem e compartilhamos nossos sentimentos.

        Volto a escrever esse relato hoje, escrito até o parágrafo anterior já há mais de dois anos, sem coragem de enviá-lo. Mas, depois de ter acabado de conhecer o blog da Dra Bezerrinha sobre seu trabalho maravilhoso com o Luto e os cuidados na hora da partida, compartilho essa experiência com o desejo de contribuir com todos aqueles que estão nesse momento experimentando a dor da perda. Minha contribuição é dizer o quanto ganhei nessa experiência ao me colocar aberta para pensar e sentir a morte, falar sobre ela com minha irmã e minha família, vivenciá-la como um evento inerente à vida e que foi experimentado com toda a intensidade do seu co(do)lorido preto e branco, pois foi essa experimentação que tanto me enriqueceu e me fortaleceu como pessoa e profissional. Além disso confirmei minha hipótese se que não morremos enquanto pessoa, entidade única que nunca deixaremos de ser, mesmo depois que a consciência individualizada no corpo se vai. A vida de relação com a minha irmã continua, se modifica, para mim e com certeza para ela, onde quer que se encontre. Estamos em constante processo de evolução.
        Só tenho a agradecer à Dra Adriana Thomaz por todos os ensinamentos amorosos, por todo cuidado e pela amizade que ficou. Foi tanta coisa que ganhei, até meu casamento foi celebrado numa cerimônia lindíssima na casa da minha irmã poucos meses antes de sua partida. Com direito a cerimônia budista, e fotos da amiga Adriana. Aliás, foi ela cocriadora de tudo isso. Foi a última festa que minha irmã participou, dançou, viveu entre nós!!!

        Para Adriana, minha eterna gratidão e amor!

      • adriana thomaz disse:

        Mimi,
        Estar com a Marcia na alegria e na tristeza durante sua luta contra o câncer, a qual viveu com IMENSA dignidade, ler pra ela o livro que ela escolheu com ilustrações de jardins e paisagens, por onde caminhamos de maos dadas no nosso imaginario, segurar sua mao durante aquela ultima noite, na sua cama, na sua casa, como ela desejou, e, finalmente, poder preparar seu corpinho, vesti-la lindamente para aquele inesquecível e comovente funeral ( em casa, com os amigos ao redor, suas fotos espalhadas sobre a cama… fotos em que os amigos que chegavam se lembravam e contavam aquele evento em detalhes, nos fazendo torna-la viva para sempre através da boas lembranças), foi uma HONRA.

        Sou eu que tenho a agradecer.

        Com muito amor e carinho eternos,

        Adriana (sua Dra. Bezerrinha)

  9. Rose Christina disse:

    Olá Adriana!

    Soube de seu blog por intermédio de uma grande amiga.
    Seu trabalho é excepcional e de grande ajuda para a humanidade.
    A maioria das pessoas “fogem” do assunto morte e quando ela chega, ela chega algum dia!!!!, não se trabalhou internamente durante a vida o suficiente para uma compreensão amorosa de um fato tão real.
    Aqueles que conseguem enfrentar e compreender, podem e devem ajudar os demais nesse momento de desapego e resignação total.
    Nos últimos dois anos se foram 7 pessoas da minha família e, a minha compreensão, deu-se através de uma visão espiritual, que transcende o lado negativo e obscuro que normalmente se tem.
    O maior apoio pelo seu trabalho tão corajoso e amoroso por nossos irmãos.
    Abraços de Luz e Amor,
    Rose

    • adriana thomaz disse:

      Obrigada, Rose, pelo seu apoio!!!!! Ele é mais que necessário para mim!
      Um abraço muito carinhoso,
      Adriana

      • Ana lùcia Silvano disse:

        Olá Adriana,
        Eu postei uma mensagem há poucos dias no seu perfil do face e achei legal vc postar o endereço do seu site. Eu desconhecia a Terapia do Luto e é bom saber que existem profissionais exclusicamente para essa área. Eu conheço muito bem a necessidade de tal tratamento. Perdi minha mãe em 2007 e foi um grande baque na minha vida. Eu nunca tinha vivido um luto de alguém tão próximo, depois que me tornei adulta. E como ainda sou jovem, a minha mãe fazia parte de todos os meus projetos de futuro. Com a perda dela parecia que mais nada fazia sentido, e eu não tinha motivação para fazer mais nada. O que me salvou foi a minha fé em Deus e o amor da minha família. Neste período de recuperação até o jornalismo que é uma das paixões da minha vida foi deixado de lado. Hoje já me sinto bem melhor, é como se de alguma forma eu estivesse ressuscitando e voltei a fazer novos planos. Um deles é um portal de notícias que vou criar e gostaria de fazer uma entrevista com vc, claro se vc aceitar. um grande abraço! Ana Lúcia

        ——————————————
        Meus sentimentos pela perda de sua mãe, querida.
        Com certeza, podemos fazer a entrevista, Ana Lucia! Vou te responder em e-mail.
        Abraço forte e carinhoso para você,
        Adriana

    • adriana thomaz disse:

      Oi Rose,

      Obrigada de coração por sua mensagem e pelas palavras de carinho e incentivo! É preciso coragem, de fato…mas realizo meu trabalho com imenso amor e satisfação pessoal em estar cumprindo o que acredito ser minha missão e meu dom…educar para a morte, as perdas e o luto.

      Mais uma vez obrigada,

      Muitos abraços de luz e paz,

      Adriana

      • Rose disse:

        Olá Adriana!
        Como voce está?
        Gostaria de me comunicar com voce, a fim de que me orientasse quanto ao trabalho que quero desenvolver dentro desse tema.
        Considero sábias suas orientações para as mais diversas situações.
        Agradeço o carinho e as palavras de incentivo!
        Rose

      • adriana thomaz disse:

        Oi Rose,

        Peço me mandar um e-mail e pensaremos uma forma para eu poder te ajudar.

        Continue em frente!!!!

        Beijo,

        Adriana

  10. ELAINE BATEL disse:

    ola..perdi meu filho de 1 ano e 2 meses com leucemia ..ele faleceu na minha frente em 12/4/2008 eu ainda sofro demais ..a cena não sai da minha cabeça …ele sofreu muito no hospital ..nunca pensei que um ser humano poderia sofrer tanto ….Hoje estou com psicologo..mais mesmo assim ta dificil pra mim …gostaria muito de engravidar novamente mais tenho muito receio ….tomo sertralina pra depressao e valeriana pra dormir …será que se eu engravidar posso ter depressao pos parto ….beijinhos pra vc …seu trabalho é muito bonito …pois essa dor que sentimos é muito grande …que DEUS te abençoe muito

  11. Beatriz Peixoto disse:

    Boa noite Drª Adriana… resolvi navegar pela internet a procura de empatia. Talvez não seja a melhor palavra, enfim.
    Ano passado, me formei em direito, passei na OAB, sou advogada. Aa minha formatura foi o orgulho do meu Pai, eu jamais o vi tão feliz, ele não teve a oportunidade que me deu e lá estávamos felizes e unidos. Além disso, faltava 50 dias para o meu casamento quando meu celular tocou… me disseram que ele estava almoçando e passou mal. O desespero daquele dia ecoa na minha alma até hoje, dia 18 de outubro de 2010. Meu pai faleceu.

    Fiquei sem chão, sem norte, sem equilíbrio, sem força, sem meu Pai…

    Eu era muito próxima dele, inclusive no dia anterior a sua partida estávamos na minha até então, futura casa, conversando… naquele dia ele me contou que tinha comprado o terno para o meu casmento… mas não deu tempo ele faleceu no dia seguinte.

    Mesmo diante de tudo, lá estava eu, no enterro do meu pai, com o terno que ele iria em meu casamento… quis vê-lo lindo, gracioso e feliz… confesso que não estou bem.

    Tudo pronto para o casamento, não poderia adiar ou cancelar, meu pai se entristeceria com isso, casei, sem ninguém da família dele na cerimônia, pois ninguém compareceu… me senti pior ainda.

    Meu casamento vai bem… contudo, ainda estou arrasada.

    Me sinto superficial… é como se meu profundo fosse dominado por essa perda.

    Eu não sei o que fazer mais, oro para que Deus me ajude e me cure.

    Preciso de ajuda terapêtica, moro em Brasília e quero ajuda.

    Esse seu site é maravilhoso, me senti entendida e acolhida… seu trabalhe é muito belo. Tras até conforto…

    Que Deus te abençoe… um abraço forte.

    • adriana thomaz disse:

      Querida Beatriz,
      Receba meu carinho e muita luz no seu caminho.
      Enviarei ao seu e-mail a indicação pedida.
      Tambem perdi um pai…
      Com muito amor,
      Adriana

    • Regina Célia Silva disse:

      Prezada Beatriz,

      Moro em Brasilia, e perdi meu querido Pai no dia 05 de maio de 2011, eu estou sem norte, choro muito sinto uma dor sem fim no meu peito, também preciso de ajuda terapêutica caso você conheça alguma aqui em Brasilia entre em contato pelo Site da Dra. Adriana, que é onde tenho encontrado força e energia para continuar, tudo que está acontecendo para mim e minha família é novo e não sabemos como lidar.

      Que Deus lhe dê o conforto que precisas.

      Um abraço Regina

  12. Adriana gomes da silva disse:

    Existe saudade que é boa,
    Mas tem saudade que bate e dói.
    Esta é branca na ausência do aconchego,
    Do abraço apertado,
    Da cumplicidade,
    Dos telefonemas de domingo.
    Ela bate apertada e me lembra do que já foi belo e vivido.
    Ah quanta saudade do nordeste lindo Antonio, da alegria
    Maria e do meu anjo Andréa.
    Ainda bem que a saudade, dor, bate e vai…
    E logo dona esperança me espera de braços abertos para mostrar
    o milagre da vida: VIVER.

  13. regina celia guimaraes de souza disse:

    Dra.
    Boa Noite,
    Quero externar minha dor pela perda de meu querido e amado pai, há 03 meses. Sofreu durante 06 anos contra um cancer nointestino, havendo metastase para o figado. A dor é imensa, ele é tudo pra mim, perdi meu chão, e as pessoas dizem que com o passar do tempo a dor vai diminuindo, mas, não é o que vem ocorrendo comigo.
    Sinto falta de seu abraço, seu carinho, seus telefonemas antes do almoço, suas “broncas”, enfim tudo que sou e que tenho hoje deve ao meu amado pai.
    Foi um guerreiro, sempre com palavras de carinho e amor mesmo nos momentos mais dificeis de sua jornada, ele era integro, de carater, possua uma imensa compaixao para com todos; foi excelente marido, pai, avo, ser humano …
    Ai que saudade, que dor, meu DEUS peço MISERICORDIA PRA MIM, e sempre em minhas orações peço a ele, para que quando eu desencarnar, ele venha buscar-me e abraçar-me.
    Desculpe todo meu desabafo.
    Atenciosamente,
    regina.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Regina,

      Meus sentimentos pela perda de seu amado pai.

      Não há do que se desculpar… este espaço é pra isso mesmo… para desabafos, comentários, homenagens… enfim…

      3 meses ainda é recente, não crie expectativa de “estar melhor porque o tempo passou”. Viva cada fase do seu luto da sua maneira, com coerência intima e aceite suas emoções.

      Leia na pagina principal, mais um pouquinho sobre o Luto. Ajuda muito.

      Meu abraço muito carinhoso,

      Luz e Paz,

      Adriana

  14. SILVANA F.DE MATOS ALMEIDA disse:

    Boa noite, Adriana.
    Assisti o programa da Ana Maria Braga, e gostei muito do que assisti.Preciso de sua ajuda.Perdi minha irmã há 6 meses atrás, foi uma morte muito triste, ela suicidou,estava com depressão, não queria mais viver. Lutamos muito,sofremos muito,mas não conseguimos salvá-la. Acho que fizemos tudo que podíamos. A dor e a saudade e muito grande. As vezes acho que não vou conseguir , tenho que lidar com a minha dor,com as dos meus pais, meu irmão e principalmente com dor de meus sobrinhos. E principalmente por eles que te peço ajuda,o Lucas com 14 anos e mais fácil encarar a perda da mãe,mas a Giovana com 7 anos está mais complicado, ela não gosta de falar sobre esse assunto, ela sabe que a mãe morreu,mas pensa que a mãe vai
    voltar. Sofro muito ,por não saber como ajudá-los.Por favor me ajude a saber lidar com situação e principalmente como posso ajudar meus sobrinhos.
    Um abraço , SILVANA.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Silvana,

      Meus sentimentos e meu carinho pela perda de sua irmã.

      Vou postar agora, – hj sábado dia 7 de maio de 2011-no meu blog, uma entrevista que concedi há pouco tempo e ainda não foi ao ar, penso eu. Vou publicar porque sei que será de imensa ajuda a você e a outras pessoas. É normal a reação da Giovana… as crianças ate 7/8 anos nao tem noção da irreversibilidade da morte, variando caso a caso.

      Leia mais os textos do Blog, acho que pode te ajudar muito… e ajudar seus sobrinhos.

      Com muito carinho,
      Adriana

  15. Eliane Grockoski disse:

    Oi
    Adriana queria muito te pedir um grande favor, minha irmão mais velha acabou de passar por essa imensa dor, pois sua filha, minha sobrinha, faleceu a 5 meses, e foi muito triste pois ela era uma jovem linda, formada em fisioterapia, trabalhava e morava em joinville -SC, e nós moramos em Mafra- Sc, entao ela aos 26 anos faleceu no auge de sua carreira, foi assim , ela tinha muito esporadicamente, crises convulsivas,
    estava controlada, mais ela teve uma crise , no intervalo do almoço ,ela estava sozinha em casa, ja que morava com mais amigas, e qdo ela teve a crise, nao havia ninguem com ela, e ela estava de bruços, muito provavelmente, deitou pra dar uma descansada, e deitou de bruços, qdo teve a crise, e faleceu , asfixiada pelo seu travesseiro,
    muito triste, para nós todos, ja nao sabemos como lidar, com essa situação, pois nao nos esqueçemos um instante dela , do seu sorriso, e pra minha irmã entao esta sendo, demais, pois ela ja havia perdido um filho que faleceu com 7 meses ha 25 anos atras.
    Ficarei muito grata se puder me dizer, ou me dar uma ideia de como fazer, ja que moramos em uma cidade pequena e nao dispomos de muito recursos.
    muito obrigada.
    atenciosamente.
    Eliane.

    • adriana thomaz disse:

      Eliane,

      Meus sentimentos pela perda de sua sobrinha e meu carinho também `a sua irmã.
      Como posso te ajudar? Você gostaria de uma indicação?

      Que vocês tenham paz e conforto,

      Meu carinho,

      Adriana

  16. lucia caetana da veiga dias disse:

    Não se trata de comentário,aqui foi o local que encontrei para manter contatos com pessoas que sofrem a minha dor. Estou precisando de um grupo para seguir minha vida de forma mais participativa. Há dois anos perdi minha filha com 20 anos de uma cirurgia bariátrica. Somos (éramos) amigas irmãs confidentes. Era um filha adotada . Deixou um filho mas o pai não comprende minha dor e o levou para casa da mãe dele e somente tenho direito de ve-lo sabado e domingo de 15 em quinze dias e vamos ver. A saudade de Nana é insuportavel, faço terapia, tomo remedio fiz terapia neuro linguistica , fui em locais espiritas, filmes , livros mas nada ainda me da força para ser feliz. Já pensei em adotar outra criança mas….. com 58 anos e tambem ninguem irá substituir ela nem Joaõzinho meu n eto que parece demais com ela e nos amamos muito.Acho que estou um pouco melhor , mas todos os dias mato um leão. Preciso de ajuda por email ou de qualquer forma . Pensei em encontros . Aguardo um comentário . Abraços Lucia 1

    • adriana thomaz disse:

      Oi Lucia,

      Fique a vontade para escrever sempre que quiser.
      Os contatos e conversas deverão ser por aqui, uma vez que não tenho autorização para dar os e-mails das pessoas que aqui escrevem, ok?

      Com muito carinho,

      Adriana
      PS Me desculpe desde já, pelo tempo restrito, nem sempre poderei participar com meus comentários sobre o tema.

  17. Giselle Alves Andrade disse:

    Oi Adriana,
    Tenho algumas questões e acho que vc poderia me ajudar.
    Algumas pessoas têm muita dificuldade em lidar com o suicídio de seus entes queridos porque a doença que leva a morte, muitas vezes não é uma escolha nossa, mas a morte pelo suicídio sim.
    Como podemos ajudar essas pessoas a lidar com esse fato ?
    Obrigada.
    Giselle

    • adriana thomaz disse:

      OI Giselle,

      Tema de muita discussão… difícil de abordar “no geral”…cada caso é um caso!!!!

      Penso que, na verdade, o suicídio não se trata de uma escolha em morrer e sim uma escolha em matar o sofrimento. Neste momento, a vida passa a ser secundaria e o desejo é de matar a dor, ainda que aquela pessoa que vive tamanha dor, vá “acabar” junto com o sofrimento. Trata-se de uma falta de opção, na visão do suicida e não uma escolha entre outras possibilidades. Ele sente-se pressionado contra a parede, encurralado por aquela dor insuportável e realmente acredita que matar o sofrimento seja sua única opção.
      A melhor maneira de lidar com os que ficam é esclarecer que no momento que seu ente querido “decidiu” pelo suicídio, por alguma razão, ou algumas, ele pensava que nao havia outra opção para resolver tamanho sofrimento, ele acreditava nisso completamente. A “persona” some. Ja nã é a “Maria”, o “Joao”, é um ser humano cuja dor, cujo sofrimento excruciante, o faz esquecer quem ele mesmo é e ele pode até acreditar, inclusive, que vai livrar as pessoas que ele ama deste problema (um filho que sofre pode acreditar que livrando-se daquele sofrimento, ele livrará e libertará sua mãe também).

      O que escrevo acima é fruto de relatos de pacientes que tentaram o sucicidio e foram “salvos” (agiram realmente de forma perigosa, como pular da janela e cair sobre uma arvore e nao morrer, por exemplo).

      O primeiro passo é trabalhar a culpa – “será que eu poderia ter impedido?” e a raiva – “por que ele fez isso comigo”?
      Nao, vc não poderia ter impedido e não, ele não fez nada contra você. A partir dai, cuidar do luto, que tem potencial para tornar-se um luto difícil e até “patológico” e o caminhar é individual. Cada luto é um luto, com uma miríade de possibilidades de caminhos a seguir durante o processo.

      Abraço forte,

      Adriana

  18. Boa noite Adriana querida!!!
    Quero escrever para vc e dizer que vc realiza um trabalho muito lindo e que ajuda e muito as pessoas num momento onde nunca estamos preparados. O impacto da separação causa desespero, raiva, choro, muito choro…Os sentimentos ficam tristes e o coração aperta de um jeito que não dá para explicar. Muitas perdas já vivi ao longo dos meus 38 anos, mas fico feliz por encontrar pessoas como vc que faz diferença no acolher o outro. Obrigada pelo seu exemplo e pela sua dedicação. Que o amor de uma mãe que perdeu um filho nunca se acabe para o mundo. E que todas as mães que tiverem a oportunidade de fazer terapia com vc, tenham coragem para enfrentar o dia, o impossível, a realidade que dói. O propósito de Deus não é nos trazer a dor, Deus é BOM, Ele é Pai, e nenhum pai deseja mal para o seu filho. Que Deus te abençoe poderosamente e te dê muita sabedoria e discernimento em sua caminhada, confortando e cuidando com todo Amor e Carinho de vc, uma pessoa tão especial, e de todos os que buscarem a sua ajuda. Amém!!!
    Trabalho com crianças e adolescentes em meu consultório em São Paulo. Sou psicoterapeuta e arteterapeuta. Amo cuidar das vidas que chegam em meu consultório e quero saber se vc pode me dar uma direção para que eu possa me especializar em terapia de luto para crianças e adolescentes, também bibliografías.
    Obrigada
    Um abraço virtual bem apertado
    Com amor,
    Patricia

    • adriana thomaz disse:

      Patricia,

      Obrigada pelas palavras amáveis e de encorajamento.

      Que bom encontrar pessoas especiais dispostas a realizar esse trabalho com crianças e adolescentes.

      Vou te enviar indicações por e-mail.

      Com carinho,

      Adriana

  19. Cleide Alonso disse:

    Gostaria muito de poder ajudar minha irmã, mais ela não deixa ninguém chegar até ela.
    Minha irmã ficou viúva, dia 21/05/11 fez um ano, e até hoje ela não está bem, pede pra Deus levá-la logo e não tem animo pra mais nada. Já falei pra ela ir fazer terapia mais ela se recusa. Como devo agir?

    • adriana thomaz disse:

      Oi Cleide,
      Fique por perto dela. Mantenha-se presente, ainda que em silêncio. Ofereça para estar com ela sempre que possível. Penso que demonstrar seu amor por ela seja fundamental, mas sem cobranças ou muitos conselhos… ela tem o tempo dela. O ideal realmente seria que ela encontrasse sentido de vida… com ou sem terapia.
      Se vc achar que ela está em risco de vida (suicídio), procure a ajuda de um psiquiatra para que ele te oriente.
      Com muito amor e mandando paz e luz pra duas,
      Adriana

  20. jessica disse:

    bom,a uns 4 meses meu cunhado foi assassinado de maneira brutal,e depois disso minha irmã não é mais a mesma…eu não cheguei a perde-la,mais é como se ela estivesse morta pra mim,ela mal olha nos meus olhos!parece que ela se fechou pra mim,dia e noite ela me ofende,parece que ela quer me ver triste.não sei mais oque fazer ! depois que meu cunhado morreu ela veio morar comigo em minha casa…moramos só eu e ela e fica cada dia mais dificil a convivencia,a cada dia que passa tenho menos paciencia com ela,pois eu tambem não estou bem depois do acontecido,não sei onde preocurar ajuda e os meus pensamentos são relacionados a não mais existir …
    é dificil ver o sofrimento da minha irmã e não poder fazer nada !
    meu cunhado era uma boa pessoa e não merecia a morte que teve,algumas horas antes dele morrer eu falei com ele ao telefone,mais não imaginava que ia acontecer oque aconteceu,minha irmã não fala,mais eu sei que ela se culpa o tempo todo pelo fato de não ter impedido o acontecido,mais era inevitavel !!
    hoje discutimos e ela me ofendeu de todas as maneiras que pode,por motivos banais,ela me disse que ia sumir da minha vida e que não era pra eu procura-lá,
    não sei mais oque fazer !!!
    mais deus vai me ajudar a passar porisso !!!
    obrigado pela atenção…

  21. suely disse:

    Oi Adriana, perdi meu sobrinho filho, que ajudei minha mãe a cria-lo, no dia 20/05/2011, ele DIEGO, foi assassinado com 04 tiros na cabeça, ele com apenas 18 anos de vida, estou sem entender, sofrendo precisando de ajuda, ninguem me entende , sei que vai passar mais ainda doi muito, não estou conseguindo lidar com esta dor…….

  22. Ana Cristina disse:

    Nossa Adriana, acabo de conhecer você e seu espaço numa busca pela internet sobre algo que me ajude a suportar a dor…. li todos depoimentos e pelo menos assim vi que não sofro sozinha, como tenho a sensação. Perdi minha irmã de 34 anos de forma muito dolorida, de um câncer avassalador em seu intestino, estou com mita dificuldade de continuar a vida sem ela, com as lembranças de todo o seu sofrimento em fim… Ainda não consigo falar/escrever muito sobre isso… Moro em Santos / SP, se souber ou puder me e indicar aqui na cidade algum profissional que pratique esta terapia d Luto, agradeço imensamente.
    Ana Cristina.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Ana,
      Meu abraço forte e meu carinho pela perda de sua irmã e com tanto sofrimento.
      Obrigada pelo interesse na leitura e por compartilhar aqui sua dor… sim, as experiências de dor compartilhadas são mesmo um alento ao nosso coração.
      Vou te responder por e-mail.
      Amor e Luz,
      Adriana

  23. VIVIANNE DANIELA disse:

    É MUITO DIFICIL LIDAR COM A MORTE DE UMA PESSOA QUERIDA,EU TENHO TREZE ANOS,HOJE DIA 07/07/11 ERA PARA SER ANIVERSARIO DA MINHA MÃE,ELA IA FAZER 30 ANO, AGORA TOU AQUI ESCREVENDO EM QUANTO MINHA VO ESTA LA NO CEMITERIO FOI HORRIVEL,ELA TRABALHAVA EM DOIS EMPREGOS PARA SUSTENTAR EU E MINHAS QUATRO IRMÃS VOU RESUMIR A HISTORIA COMO TODOS OS DIAS ELA TINHA TRABALHADO DE MANHÃ E TINHA IDO PARA CASA DEU UMAS 7:00 LA FOI ELA TRABALHAR DE MOTO NO OUTRO EMPREGO,QUADO ERA UMAS 4:00 AM O TELEFONE LIGOU,ELA TINHA SOFRIDO UM ASSIDENTE E ESTAVA NO HOPITAL,TA ENTREI EM DESESPERO NÃO SABIA O QUE FAZER E FUI ATE A CASA DA MINHA VO,QUE E NO MESMO TERRENO AVISEI,NOS DUAS EM DESESPERO LIGAMOS PARA O HOSPITAL ELA ESTAVA CONCIENTE E NA SALA DE CIRUGIA,PASSOU UM TEMPO O HOSPITAL LIGOU PARA IRMOS LA ACORDAMOS O VIZINHO ELE LEVOU EU, MINHA VO,E MEU VO LA PENSAVAMOS QUE ERA PARA BUSCALA, BOM SE FOSSE, NÃO ERA NADA DISSO ENTRAMOS NUMA SALA E ESPERAMOS O MEDICO DEMOROU E O MEDICO CHEGOU ELE FALOU ASSIM
    -FIZ TUDO QUE PUDE MAS ELA NÃO RESISTIU.
    MINHA VÓ CORAVA,EU CHORAVA NÃO ACREDITAVA MAS NÃO ERA NADA DISSO
    FOMOS PARA CASA PARA AVISAR MINHAS IRMÃS QUE CHOQUE
    DAQUI 4 DIAS FAZ 4MESES CHORAMOS AINDA ,MAS SE ELA TIVESSE SOBREVIVIDO IA FICAR PARALETICA,DE CADEIRA DE RODAS MAS A VIDA NÃO E FACIL
    NUNCA VAMOS ESQUECER,MAS UM DIA A POS O OUTRO ERGUE A CABEÇA E LUTE PELOS SEUS OBGETIVOS BJS VI
    SAUDADES DEBORA
    QUE DEIXOU 4 FILHAS UAM DE 06 ANOS,OUTRA DE 09 ANOS EU DE 14 ANOS E UMA DE 15 ANOS E UMA FAMILIA QUE TE AMA……….

  24. Rose disse:

    Olá…

    Meu nome é Rose e sou de Santo André…

    Estou passando uma dor terrível pois faz um ano que meu marido Marcelo, se foi dessa vida…. uma semana antes, dele completar 40 anos. Ate tentei suicídio… pois ele era tudo pra mim, pois não tivemos filhos, então ele era meu filho, meu pai, meu irmão, meu melhor amigo, meu companheiro, meu marido, meu amante, meu cúmplice, meu porto seguro, minha maior alegria, minha felicidade, meu sonho, minha vida…. ele era tudo pra mim, acho que nunca fui em toda minha vida, tão feliz como a minha vivência com ele…. foram 10 anos de muuuuito amor…..
    Foi num domingo à tarde, na calçada em São Caetano do Sul, que fomos assaltados por moleques de uns 15 anos, que queriam dinheiro pra comprar drogas, e num ato desesperador e assustado, atiraram no meu marido…. eu estava junto, e fui eu quem o socorri, já que ainda ele passou por cirurgia, mas não resistiu… Estou desesperada….
    Tá um buraco no estomago, mistura com saudade, ausência, dor… sei lá, é difícil de descrever, só sei que tá muuuuuito duro de aceitar… pois eu não perdi só um marido, eu perdi uma família inteira pra mim, hj vivo sozinha, sem meu companheiro do dia a dia… a cada dia que passa me sinto pior e com mais dor e sofrimento, aceitar, me parece impossível, pois não aceito, e esse negócio de que “tudo passa” ou “ameniza” me faz sentir muito mal, pois os melhores momentos de minha vida foi ao lado dele, e é como dizer que os melhores momentos de sua vida, vai passar ou amenizar, que tenho que ir esquecendo, pois já não existe mais, esquecer do Marcelo e de todos os momentos, o “tudo passa” pra mim tem esse sentido, por isso que Não Passa e Nunca Vai Passar pra mim, pois não quero que passe NUNCA… Deve haver um jeito de reaver o meu marido, não é possível tudo terminar assim, então pra que ser feliz e amar afinal das contas? e eu, é isso que tenho que viver?? acho que vou definhar nessa tristeza… Bom, é difícil de explicar… a verdade é que não consigo aceitar, e viver sem ele aqui, está sendo uma tortura pra mim… Até a minha fé está abalada, já não acredito em mais nada…

    Muito obrigada por estar lendo tudo isso e desprender um tempo para isso….
    Fiquem com Deus…
    Obrigada, Rose

    • alneida disse:

      Cara amiga ,Rose, vejo que já faz mais de 01 ano a tua postagem, mas mesmo assim espero que tu venhas ler o acontecido comigo , pois compreendo tua dor e teu desencanto pela vida…… Assim tudo começou …… Em outubro de 2008 soube que estava grávida ,estavamos esperando pela noticia, foi só alegria e felicidade , meu amado esposo era só euforia ,eramos casados a 15 anos e então decidimo ter um filho e fiquei gravida em 2 meses, construímos antes nosso lar ,nossas vidas juntos e então sim chegou o momento de realizarmos mais um sonho juntos, um filho, durante a gestação correu tudo bem ,tranquilo então na 32 semana como sentir as dores , fui para o hospital e o nosso querido ,tão esperado pequeno Gabriel Dimitri chegou e para nossa surpresa e deslento ele não sobreviveu mau respirou e não reagiu, foi um desspero,para mim ,para o meu marido e també os familiares ,eu nunca imaginei que tamanha dor pudesse existir nessa vida ,meu marido engoliu a dor e eu dizia há ele “amor da minha vida se tu não colocares para fora ,tu vais ficar doente” e ele dizia já passou !!!!!!! Não há nada que eu possa fazer se eu pudesse dava minha vida pela dele ,eu faria essa troca com Deus mas não posso ……!!!!! Porém conhecendo como eu o conhecia sabia o quando estava sendo devastador para ele ,apesar dele não querer tocar mais no assunto,esse fato aconteceu dia 18.04.2009………Eu chorei ,gritei ,perguntei porque ,vivi meu luto com toda intensidade,era a única maneira de sobreviver há isso tudo eu sabia disso, mas meu marido não ficou quieto sofrendo só não quis dividir seu sofrimento ,assim como eu o fiz ………..então seis meses depois em setembro de 2009 engravidei novamente, durante minha gestação fiz todos os exames possíveis e tudo ótimo e descobrimos que era outro menino, nossa fiquei muito feliz porque o meu marido dizia que sabia que era outro menino ,até temi que pudesse ser uma menina porque ele dizia com tanta convicção que nossa me assustava ,ele até dizia tudo bem se for uma menina ,mas eu sei que é um menino ,nesse periodo meu marigo começou a ter dificuldades para engolir sólidos ,presumimos que fosse pela ansiedade da minha gestaçaõ ,até pelo fator emocional depois de tudo oque havia acontecido da outra vez, bem e o grado de engolir foi se agravando e então 03 semanas antes do nosso filho nascer meu marido não engolia nem água mais , e foi internado e depoisd de examos foi diagnostica com cançer de esôfago estagio 4 , praticamente em fase terminal………. prognóstico de vida de se fazer o possivel para que ele pudesse ver nosso filho nascer, foi feito quimio para efeito palhativo porque nós familiares insistimos,até aquele momento ele não tinha dor só não conseguia mais comer ou engolir nada, foi colocada uma sonda no seu intestino que era por onde ele passou a receber liquidos e se alimentar ,ficou duas semanas hospitalizado e veio para casa e todos nós incrédulos , com o diagnóstico, eu pensei Deus não vai fazer isso comigo ,não vai tirar o amor da minha vida, o pai do meu filho, tudo vai dar certo ,ele vai ficar bom ,pois na epoca eramos evangelicos,entõa dia 23.06.2010;nasceu lindo,saudável e perfeito nosso filho Ysmael Nicolay, finalmente nosso filho nos nossos braços foi só emoçãopara ambos , meu marido não pode curtir com tanta intensidade ,ele estava sob os efeitos danosos da quimioterapis mesmo assim curtiu dentro das limitações dele,só que infelismente o milagre não aconteceu, quando nosso filhinho tinha 04 meses e sete dias , no dia 01.11.2010 as 03:50 da manhã minha ,luz, minha vida não aguentou e partiu para sua eterna morada………… o maldito cançer venceu mais uma vez, foi aterrador em 01 ano e 08 meses perdi meu filho tão querido e o grande amor da minha vida , e nesse dia em diante minha vida , meus sentimentos ficaram totalmente desorientados , vivênciei intensamente esse turbilhões de emoções que tu amiga relatas,levou quase dois anos agora que estou recomeçando minha vida com meu filho,enfim aceitando que não tem mais volta , não ter mais aquele que dizia eu te amo ,que desprendia elogios ,não ter seu carinho, não têlo mais ao meu lado doía ,rasgava o meu coração a cada dia, esse mesmo coração que sangrava e cada gota desse sangue queimava a minha alma , o meu amado marido me ensinou a ser uma pessoa melhor, me ensinou o verdadeiro amor, companheirismo,cumplicidade,entendimente perante as adversidades de uma relação e da vida também , fiquei de aliaça no dedo até 20 meses após sua partida , logo após ele ter me deixado para sempre eu sentia como se tivesse passado pela minha vida um tyssunami e eu ali no meioo dos escombros olhando ao redor e nada tinha sobrado , tão somente com meu filho praticamente recém-nascido nos braços ,sozinha, absolutamente só é como eu me sentia , sem sequer ter idéia por onde recomeçar e sem vontade também. Teve momentos em que achei que poderia perder a lucidez, achava que Deus tinha falhado comigo,etc…….. pensava que poderia ser tudo um pesadelo e que eu iria acordar e ele meu amado estaria comigo e que enfim seríamos uma família,eram tantos conflitos ,mas tudo faz parte do luto, e infelizmente nescessário para renascermos de tanta devastação não ligue se disserem não chore, que vai passar e etc, pois da tua dor só tu sabes e é ela quem vai te curar e quem vai te ajudar a recomeçar minha amiga , não guarde o choro e nem lamento viva com muita intensidade , porém saiba que estás viva e que querendo ou não chegará o momento em que recomeçara mais forte, porque é assim a vida ,também quis ir junto com ele w hoje agradeço esse desejo não ter se realizado pois se fiquei é por uma razão e agora estou em busca da vida ,viver e ser feliz por mim e pelo meu filho ,sei que não tiveram filhos mas tu tens a ti mesma e já é um recomeço, te desejo minha amiga que quando secares todas as tuas lágrimas tu venhas a sentir só a saudade que não dói e nem machuca , só aquela saudade que se mistura com as mais gostosas lembranças ,que sejas feliz te desejo de todo o meu coração……….. Eu consegui tu também conseguirás………beijos…….. a todos……..

      • adrianathomaz disse:

        Querida,

        Muito obrigada pelo seu depoimento.

        Obrigada por compartilhar conosco sua experiência.

        Foram duas perdas em tão pouco tempo que acredito que o fato de vc ter se permitido viver a dor e o luto tenha sido fundamental pra você se reconstruir, renovar valores, se fortalecer pra seguir a jornada.

        Receba todo o meu amor e um beijinho carinhoso pro filhote,

        Adriana

  25. claudia novaes disse:

    Claudia Novaes,
    Olá Adriana, em busca de uma ajuda, alguem que me entenda, encontrei o seu site. Já tinha ouvido falar na Terapia do Luto pela Cissa Guimarães e logo após o que aconteceu com ela eu perdi meu grande amigo ex-marido, parece até engraçado né? Mas preciso de ajuda, ele faleceu em 11/11/2010, e não consigo falar sobre o assunto, me sinto culpada enfim…Sou moradora de Niterói e há ´profissionais aqui? Me indique um.
    Grata

  26. elsa disse:

    Ola! sou Elsa. Perdi meu querido marido subitamente hà uns 8 meses e até agora me sinto perdida sem saber como superar esta dor. Dé- me suas palavras de conforto por favor

  27. elsa disse:

    perdi meu marido hà uns 8 meses e ainda me sinto perdida porque não consigo esque-lo. ajude me por favor

  28. claudia novaes disse:

    Sim, Adriana, gostaria de ir ao Rio, e é pertinho de Niterói, me indique um e obrigada por me responder!
    Beijos

  29. Adriana
    Hoje fazem cinco anos que oThiago desapareceu, que falta ele me faz ,quanta saudades e muita dor.Esse foi o pior ano para mim, que ate então tinha esperança que a quaquer momento voce fosse chegar em casa, apesar deter procurado voce em varios lugares. Mais quanto iniciou este ano e os meses foram passando fui perdendo a esperança e voce dise que eu tinha que encarar que nunca sberia o que tinha acontecido com voce e ter que lidar com essa dor é muito dificil. Acordei me lembrado do nosso ultimo dia, das suas palavras, do seu sorriso da roupa que voce saiu e voce falando tchau dona Maria venho dormir em casa.O pior é que as pessoas não entendemminha dor ,minha melhor amiga dize que eu tinha que ser grata pelas vitorias que conquietei esse ano sou grata a deus mais isso nao diminue aminha dor e com voce fala as pessoas adoram disser o quanto voce é forte,que Deus so da a cruz pra quem aguenta .Eu nao quero ser forte nem carregar esta cruz e sim ter meu filho de volta.Estou muito mal hoje,como gostaria de chutar o balde de esquecer que tenho alguem que precisa muito de mim. Foi muito ruim não poder falar com voce hoje, estava precisando muito dos seus abraços e do seu colinho. tenho pena das maes que nao tiveram a mesma sorte de ser tratada por voce. Claudia

    • adriana thomaz disse:

      Claudia querida,
      Você mora no meu coração, e sabe disso.
      Estamos juntas.
      Obrigada por compartilhar aqui sua dor.
      Meu abraço forte e demorado (como sempre…)
      Adriana

  30. Susinalda Alves de Castro disse:

    Oi Adriana,
    Conheci seu site através de uma amiga que me indicou ao compartilhar comigo a minha enorme dor de perder meu filho Vinícius de 13 anos, numa tragédia ocorrida há 08 meses, no que resultou 03 mortes por afogamento. Foram 03 dias de espera até encontrarem o corpo do meu filho e com certeza foram os piores dias da minha vida. Hoje, após 08 meses, a impressão que tenho é que estou pior, a saudade doi muito. Houve desestrutura na minha família, onde meu irmão, meu pai, entre outras pessoas dizem que “não sinto a morte do meu filho”, como se eu tivesse que provar o quanto é grande a minha dor de MÃE… Apenas tento superar a ausência a cada dia, tento não demonstrar o que sinto, afinal os olhares de pena me encomodam, mas chego a conclusão que não estou conseguindo sozinha. Gostaria que me indicasse algo que possa me ajudar superar essa dor que sufoca. Susi.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Susi,
      Antes de tudo, receba meu abraço afetuoso e bem demorado pela perda de seu filho Vinícius. A maneira como tudo aconteceu, de forma trágica e ainda com a espera pelo corpo por intermináveis 3 dias, de fato, pode tornar seu luto mais difícil… mas não demonstrar seus sentimentos nao deve estar te ajudando… ficar com essa dor dentro do peito pode ser o que te “sufoca”. Você viu o depoimento da Cissa no Fantástico? Nos trabalhamos muito isso juntas… abra espaço pra sua dor… nao tente “superar a força”… a aceitação se dará, é a ultima fase do luto… a saudade fica, mas a ferida vai parar de sangrar e deixar uma cicatriz enorme, mas uma cicatriz fechada…mas vc precisa viver essa dor de forma compartilhada… quem é sua rede de apoio? Você conta com quem? Acione essas pessoas, fale, chore… e sorria quando possível. Procure fazer vinculo com a vida de seu filho…com as boas lembranças.
      Aqui vai o link:
      http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1673315-15605,00.html
      Vc quer uma indicação de terapeuta? Onde vc mora?
      Outro abraço forte,
      Adriana

  31. flávia disse:

    Há exatos dois meses perdi meu pai, depois de uma semana de internação, um cateterismo bem sucedido em uma mnhã de domingo eu o ajudo a arrumar a mala pra ir pra casa, passo a manteiga no pão, dou-lhe o café na mão.
    Ele liga pra minha avisa que o médico passará em pouco tempo para lhe dar alta e pede para preparar o prato preferido para o almoço.
    Pega a toalha, a escova de dente e vai pra o banho.
    Minutos depois escuto um barulho, bato na porta do banheiro, chamo e ele não responde.
    Arrobam a porta e lá está meu paizinho nos ultimos suspiros de vida.

    tudo planejado para irmos para casa e ele sai de lá morto.
    A dor é mto forte, as vezes acho que não vou dar conta d superar!

    • adriana thomaz disse:

      Oi Flavia,
      Meu carinho e meu abraço forte.
      As experiências onde a morte é inesperada realmente são mais duras e exigem mais energia durante o processo do luto.
      Se vc quiser, te indico um profissional na sua cidade.
      Com muito afeto, luz e paz para seu coração,
      Adriana

  32. Priscila C. disse:

    Adriana tomara tomara que vc consiga me ajudar, não perdi ninguém querido mas mesmo assim me sinto em uma especie de luto parece q perdi a mim mesmo entende as vezes tenho pena de mim, me vejo como uma pessoa sozinha e parece que ninguem gosta de mim de verdade sera q estou vivendo meu proprio luto? é possivel isso? me de uma luz por favor … me sinto mto triste…. mto obrigada que DEUS continue abençoando vc! BEIJOS

  33. Mariana Silva disse:

    Olá Adriana,
    Fiquei muito feliz de encontrar seu site pois ele nos ajuda de maneira prática a lidar com a dor do luto e de maneira específica. Exatamente hoje faz 10 meses que perdi minha mãe depois dela lutar por 8 anos contra o câncer. Não posso dizer que todo esse´período foi insuportável pois havia épocas que minha mãe estava melhor do que em outras. Ela teve um tratamento muito bom e na medida do possível teve qualidade de vida ao longo desses anos. Infelizmente no segundo semestre de 2010 as medicações que ela tomava não estavam susrtindo o efeito desejado e em poucos meses ela piorou muito, chegando a ser internada no dia 24 de novembro de 2010 na UTI e falecer no dia 28. Apesar de ter sempre a idéia da morte nos rondando eu imaginava que ela passaria por mais essa batalha, já que ao longo do tratamento tinha enfrentado várias e minha mãe sempre foi muito forte e alegre apesar de tudo. Mas a dura realidade é que dessa vez ela se foi e pra nós que ficamos família ( eu, minha irmã e meu pai) e amigos foi como se tivéssemos perdido o chão. Até hoje não consigo acreditar, tenho fases de tristeza,raiva, culpa, saudade ( muita), conformismo….tantos sentimentos que nem eu mesma consigo diferenciar. Uma amiga nossa nos disse uma vez que por ser muito forte minha mãe tinha se preparado pra um dia morrer mas não preparou a nós. A sua força a ajudou muito mas deixou a todos nós mal acostumados e sempre pensando “ela vai sair dessa mais uma vez”. Agora tento sobreviver, me reerguer…até por que sei que minha mãe não gostaria de me ver sem vontade de fazer nada ou sem ânimo algum, que é como me sinto desde que ela morreu. Sofro por mim, mas também por minha irmã e meu pai, mas busco na minha espiritualidade a força pra continuar a viver, até por que tenho a esperança de vê-la um dia novamente. Mesmo assim ainda é difícil devido às lembranças, as fotos, o cheiro dela que ainda está aqui e claro a enorme saudade que só cresce a cada dia. A dor da perda passa mas a saudade fica e só aumenta. De qualquer forma agradeço à Deus por ter convivido com essa pessoa maravilhosa por 26 anos e ter aprendido muito com ela. Agradeço a você pelo site, você não tem noção da importância do seu trabalho, continue ajudando os enlutados e que Deus te abençoe muito por isso. Ah gostaria de saber se você tem alguma indicação de terapeuta do luto aqui em Brasília ? Ou quem sabe grupo de apoio, vou a cada 15 na psicóloga mas sinto que ainda falta algo pra mim, que me ajude a melhorar e conviver melhor com o luto. Mais uma vez obrigado e um bjo.

  34. lizzybsb disse:

    Adriana parabéns pelo seu trabalho, ele é de grande significado para os que perderam seus entes queridos. Digo isso por experiência própria, hoje faz 10 meses que perdi minha mãe depois de ela lutar por 8 anos contra o câncer. Não posso dizer que todos essses anos foram insuportáveis pois vivemos muitas alegrias e experiências maravilhosas juntas. Entretanto a dor da perda vai passando, uma vez que ela piorou nos últimos meses e sofreu muito, mas a saudade só aumenta. Saudade da voz, do cheiro, das risadas, da alegria, enfim saudade da minha mãe. Só Deus e minha família (uma irmã e meu pai) pra me ajudarem a superar, pois de minha parte não tenho vontade de fazer mais nada. O mundo passou de colorido pra cinza, todo dia é uma batalha pra não se entregar e seguir em frente. Mais uma vez digo que me esforço pois sei também que minha mãe não gostaria de me ver assim e ela própria foi pra mim um exemplo de como ser positiva apesar das adversidades. Tenho esperençaa que um dia ainda vou encontrá-la, mas enquanto isso não acontece vou levando a vida com a minha dor que me transformou e tenho certza de que nunca mais serei a mesma. Gostaria de saber se você tem indicação de alguma terapeuta do luto aqui em Brasília ou grupo de apoio, agradeço desde já. Qualquer conselho seu será de grande ajuda pra mim, que Deus te abençoe e continue fazendo este trabalho lindo e tão importante pra todos os enlutados.

    • adriana thomaz disse:

      Querida Mariana,

      Receba meu abraço forte e carinhoso pela perda de sua mãe e muito obrigada pelas palavras de incentivo do meu trabalho.

      Nem sempre consigo responder a todos rapidamente, mas faço meu melhor… no seu caso, gostaria de ressaltar uma frase sua que deve ser olhada com cuidado: “Mais uma vez digo que me esforço pois sei também que minha mãe não gostaria de me ver assim e ela própria foi pra mim um exemplo de como ser positiva apesar das adversidade.” Cuidado apenas para nao deixar de chorar sua dor porque sua mãe nao gostaria de vê-la assim… essa dor é legitima, é sua e precisa ter voz no luto, precisa ser olhada de frente. Abrindo espaço para a dor, você também abre espaço para a alegria voltar devagar.

      Vou te mandar a indicação por e-mail.

      Com amor,

      Luz e paz para seu coração,
      Adriana

  35. gleide assis silva disse:

    Olá Adriana!!
    Eu sou gleide, a um mês perdi meu filho de 11anos de repente.Ele era um menino saudável e do nada apareceu com pequenas dores de cabeça ,mas os médicos diagnosticaram uma CINOZITE, perderam tempo e na verdade era HIDROXEFALIA,havendo negligência médica e quando eles foram dar fé já era tarde,ele morreu com morte encefálica.
    Estamos vivendo momentos de muita dor,pois ele era um anjo,uma criança boa,sem maldades,carismática,enfim uma criança q contagiava a todos com o seu jeito de ser.A cada dia luto contra a saudade, a dor, a ausência.Mas vejo q é tudo em vão,pois nada adianta.Os avós,,tio,pai,estamos todos procurando algo q nos ajude a entender,a sobreviver,pois a cada dia é mais difícil.Encontrei você na internet e descobrir q você é terapeuta de Cissa Guimarães e então pensei q você possa nos ajudar.

    Bjs e espero q vccê possa responder o meu E-mail.

  36. Ana Lucia Vieira disse:

    Adriana já comentei aqui minha amada mãe partiu de repente ela era mt importante na minha vida tá difícil demais lutar li nesses comentários pessoas falando sobre luto patólogicos e outras coisas acho que toh assim e outras coisas mais…Me ajude me indique algum terapeuta que eu possa ir sou do Rio de Cordovil e sobre a Daniela? E$pero que eu possa ir…Preciso mt.Estou necrosando essa é a sensação…(31377755)

  37. Ana Lucia Vieira disse:

    Adriana acho que não estou boa me ajude mande o tel da Daniela preciso saber se poderei ir…Minha mãe se foi mt de repente fiquei sem chão…

  38. lizzybsb disse:

    Olá Adriana, gostaria de saber se você conhece alguma terapeuta do luto em Recife-PE pra indicar, tenho uma amiga que está muito precisada. Abraços e obrigado desde já.

  39. ROSÂNGELA MOURA SILVA disse:

    OI ADRIANA,ME CHAMO ROSÂNGELA, TENHO 34 ANOS, ESTOU PASSANDO POR UM MOMENTO MUITO DIFÍCIL POIS HÁ 04 ANOS PERDI MINHA MÃE POIS ESTAVA COM CÂNCER, SOU FILHA ÚNICA E ÉRAMOS MUITO LIGADAS, ENTÃO FICOU EU, MEU PAI E MEU TIO (IRMÃO DA MINHA MÃE E MEU SEGUNDO PAI) ELA ERA MUITO APEGADA AO MEU TIO QUE MORAVA NO MESMO QUINTAL, TIO MAURO SEMPRE TEVE MUITOS PROBLEMAS, CARDÍACO, DIABÉTICO, SAFENADO… E EU PROMETI A ELA QUE IRIA CUIDAR DELE, TINHA UM ENORME AMOR POR ELE, SEMPRE ADMINISTRANDO TUDO PARA SEU BEM ESTAR, FIZ UMA OBRA NA CASA DELE, E LIGUEI MINHA CASA NA DELE PELAS COZINHAS PARA FACILITAR QUANDO ELE TIVESSE ALGUM PROBLEMA, AGENDAVA MÉDICOS, ENFERMEIRAS, REMÉDIOS, PASSEIOS, EM ABRIL DESTE ANO EU E MEU NOIVO LEVAMOS ELE PARA CAXAMBU/MG FOI MUITO BOM ELE NO COMEÇO ESTAVA INSEGURO MAS CURTIU MUITO O PASSEIO, TODOS FALAM QUE FUI UMA MÃE PRA ELE E MUITAS VEZES FAZIA SIM O PAPEL DE MÃE CONVERSANDO, EXPLICANDO O QUE ERA MELHOR PRA ELE MAS VISANDO SEU BEM ESTAR, ELE NÃO ESTAVA MAIS ENXERGANDO DEVIDO AO DIABETES E ISSO ERA MUITO ANGUSTIANTE TANTO PARA ELE COMO PARA MIM, MAS EM NENHUM MOMENTO DEIXAVA-O PERCEBER ESSA MINHA TRISTEZA, SEMPRE FAZIA BAGUNÇA FALAVA UM MONTE DE BOBEIRA PARA DISTRAÍ-LO, DIA 09/10/2011 ELE FALECEU, FOI INTERNADO DIA 06/10/2011 COM UMA FEBRE E UMA DOR NA BARRIGA, DIARRÉIA E MÁ DIGESTÃO, JÁ TÍNHAMOS LEVADO ELE NO HOSPITAL COM ESSES SINTOMAS DIA 04/10/2011 E 05/10/2011, TINHA FEITO EXAME DE SANGUE E ELETRO E TUDO DENTRO DA NORMALIDADE, NA NOITE QUE SE INTERNOU DORMIR COM ELE, PELA MANHÃ ELE ESTAVA DESANIMADO/CANSADO ENTÃO PEGUEI A CADEIRA HIGIÊNICA E DEI UM BANHO NELE PORQUE ELE ESTAVA TÃO DESANIMADO QUE FALOU QUE IA TOMAR BANHO NA CAMA, FIZEMOS UMA BAGUNÇA NO BANHEIRO DO HOSPITAL PORQUE A CADEIRA HIGIÊNICA NÃO ENTRAVA NO BOX, MOLHAMOS O BANHEIRO TODO E INCLUSIVE O QUARTO, BRINQUEI ATÉ COM ELE QUE A ENFERMEIRA IRIA BRIGAR COM A GENTE, ELE RIU, ENTÃO SAI E COMPREI UMA CADEIRA DE PLÁSTICO PARA ELE TOMAR BANHO NO OUTRO DIA SENTADO MAS DENTRO DO BOX, NO SÁBADO ESTAVA MELHOR PELA MANHÃ O MÉDICO FALOU QUE IRIA DAR ALTA PRA ELE NA SEGUNDA DIA 10/10/2011, EU FALEI PRA ELE QUE IRIA CONVERSAR COM O MÉDICO PORQUE ESTAVA ACHANDO ELE MEIO CANSADO, IRIA VER SE TINHA ALGUM PROBLEMA NO PULMÃO, PORÉM QUANDO CHEGUEI LÁ NO SÁBADO ELE ESTAVA COM A RESPIRAÇÃO OFEGANTE MEU PAI QUE ESTAVA COM ELE JÁ HAVIA CHAMADO O MÉDICO DA EMERGÊNCIA QUE O EXAMINOU TODO, MEDIU A PRESSÃO…E FALOU QUE NÃO ESTAVA DETECTANDO NADA TÃO GRAVE PARA LEVÁ-LO PARA A UTI, MEU NOIVO DORMIU COM ELE, DISSE QUE FICOU ASSIM A NOITE TODA E QUE O MÉDICO FOI LÁ POR QUATRO VEZES, FEZ ELETRO E O RESULTADO DEU DENTRO DA NORMALIDADE E QUE DE MADRUGADA LHE DEU UM DIURÉTICO POIS HAVIA PERCEBIDO UM POUCO DE LÍQUIDO NO PULMÃO, QUANDO CHEGUEI LÁ NO DOMINGO ELE ESTAVA SENTADINHO COM A RESPIRAÇÃO OFEGANTE SENTEI DO LADO DELE SEGUREI SUA MÃO E ELE DORMIU, EU ATÉ BRINQUEI: AH AGORA VAI MELHORAR ESTOU AQUI COM VOCÊ NÉ. PASSADO UM TEMPO ELE COMEÇOU A FICAR INQUIETO DE NOVO E ME FALOU QUE NÃO ESTAVA BEM, FIZERAM UM RAIO X NELE E O MÉDICO FALOU QUE OS DOIS PULMÕES ESTAVAM INFILTRADOS E QUE ELE IRIA PARA A UTI, FUI PARA O QUARTO CONVERSEI COM ELE EXPLIQUEI QUE IRIA PARA UTI, MAS QUE DEPOIS VOLTARIA PARA O QUARTO, FALEI QUE O AMAVA ELE TAMBÉM FALOU QUE ME AMAVA E FALEI PARA ELE TER FORÇA E LUTAR, PRA NÃO DESISTIR.
    LOGO QUE ELE FOI PARA UTI, FIQUEI LÁ NA PORTA E COMECEI A SENTIR UMA INQUIETAÇÃO VI UM GRANDE MOVIMENTO LÁ DENTRO E FALEI PARA MEU NOIVO: É O TIO MAURO QUE TÁ PASSANDO MAL ELE DISSE QUE NÃO ERA MAS EU SENTIA QUE ERA ELE, DEPOIS DE UNS MINUTOS O MÉDICO VEIO E FALOU QUE ELE TEVE UMA PARADA CARDÍACA MAS QUE TINHAM REANIMADO ELE MAS A SITUAÇÃO ERA MUITO GRAVE, EU PEDI PARA VÊ-LO ELE FALOU PARA VOLTAR MAIS TARDE, AS 21:00 H VOLTEI NA ESPERANÇA DE VÊ-LO E O MÉDICO FALOU QUE ERA MELHOR NÃO, ENTÃO EU PEDI PARA O MÉDICO NÃO DESISTIR DELE E FUI EMBORA ARRASADA, DESTRUÍDA, FIQUEI INQUIETA E TUDO QUE TINHA PASSADO COM MINHA MÃE ESTAVA ACONTECENDO NOVAMENTE, ENTÃO LI O SALMO 90 E NA PARTE ESTAVA ESCRITO “…TE DAREI LONGOS DIAS E TE FAREI VER A MINHA SALVAÇÃO.” ESTA PARTE ME TOCOU, LI ESTE SALMO POR TRÊS VEZES E LOGO QUE LI A ÚLTIMA VEZ LIGARAM DO HOSPITAL FALANDO QUE ELE TINHA FALECIDO.
    A SENSAÇÃO É DE DEVASTAÇÃO FOI TUDO TÃO RÁPIDO, AÍ EU FIQUEI ME CULPANDO, PORQUE EU ACHO QUE TINHA QUE TER FEITO ALGO DIFERENTE, TER QUESTIONADO OS MÉDICOS, TER LEVADO ELE PRA OUTRO HOSPITAL, SEI LÁ, NÃO SEI EXPLICAR, MAS ACHO QUE TINHA QUE TER FEITO ALGO PARA EVITAR TUDO ISSO.
    ISSO ESTÁ ME DESTRUINDO, POIS PARECE QUE QUERO ME PUNIR PORQUE DE ALGUMA FORMA TINHA QUE TER EVITADO ISSO. ME AJUDE, PRECISO DO SEU ENDEREÇO AQUI NO RIO, POR FAVOR.

  40. Denise Nyilas disse:

    Olá Adriana, boa-noite!

    Hoje fazem 15 dias que meu filho de 2 anos e meio faleceu, passamos por um processo muito difícil.
    Como sou de São Paulo, gostaria de uma indicação sua para ajudar neste processo tão dolorido.

    Um grande abraço

    Denise Nyilas

  41. CLAUDIA PEREIRA disse:

    OI ADRIANA
    ANTES DE DEIXAR MEU DEPOIMENTO AQUI PARA OUTRAS MÃES, EU QUERIA QUE VOCE FOSSE A PRIMEIRA PESSOA A SABER O QUE PRA MIM FOI UM GRANDE PASSO E MUITO IMPORTANTE,ENFIM CONSEGUI FAZER O RITUAL. O QUE EU QUERO DIZER PARA OUTRAS MÃES COMO É IMPORTANTE E FAZ UM BEM ENORME O RITUAL QUE VOCE TANTO FALOU NA SUA MATERIA SOBRE DIA DE FINADOS E TAMBEM NAS OUTRAS DATAS QUE FOREM IMPORTANTE PRA ELES E PRA NOS.,
    QUANDO COMECEI A ARRUMAR AQUELE CANTINHO COM AS BORBOLETAS , PUDE ME LEMBRAR DE MUITOS MOMENTOS BONS QUE TIVEMOS JUNTOS,COMO FOI BOM RECORDAR DO DIA QUE ELE NASCEU QUANTA ALEGRIA NESSE DIA, DOS PRIMEIROS PASSOS,DAS PRIMEIRAS PALAVRAS E A CADA DIA COMO AS BORBOLETAS ELE FOI CRESCENDO E VOANDO SOZINO PELO CAMINHO QUE ELE ESCOLHEU, ATE QUE VOOU PARA SEMPRE.
    COMO EU VI QUE NAO IA CONSEGUIR FAZER O RITUAL NA DIA 2, AFINAL TENHO UM FILHO DESAPARECIDO (MORTO?) NÃO SEI, ENTÃO PRA MIM NÃO TEM SIGNIFICADO, POR ISSO ESCOLHI O DOMINGO E MAIS UMA VEZ EU DIGO COMO FOI BOM! TEVE MOMENTOS LOGO NO COMEÇO QUE PENSEI QUE MAIS UMA VEZ NÃO IA CONSEGUIR,MAS A CADA BORBOLETA QUE FUI COLOCANDO FOI SE TRANFORMANDO NA HISTORIA DELE DE MOMENTOS FELIZES ,TRISTES,VITORIAS E DERROTAS QUE COMPARTILHAMOS JUNTOS.MAIS UMA VEZ SÓ POSSO DIZER MUITO OBRIGADO POR VOCE CUIDAR DE MIM COM TANTO CARINHO E AMOR E O QUANTO VOCE É IMPORTANTE NA MINHA VIDA. UM ABRAÇO COM MUITO AMOR.
    CLAUDIA

  42. Luciana disse:

    Adriana,
    Antes de mais nada, gostaria de parabenizar pelo belo trabalho que acompanhei através da atriz Cissa Guimarães e lendo os posts, vejo o quanto você tem ajudado as pessoas a superar este momento doloroso.
    Bem, acabo de perder um sobrinho, filho do meu cunhado. Ele tinha apenas 1 ano e 4 meses e nasceu com problemas, superou mas uma grave pneumonia o venceu. Pra mim ele cumpriu sua missão e sou muito feliz por ter vivido 1 ano e 4 meses com um ser tão especial que só em trouxe alegrias. Porém para seus pais, seu irmão e avós está sendo doloroso viver sem o pequenino. Eu de uma certa forma procuro maneiras de ajudá-los nesse processo de sedimentação da dura realidade que eles precisam encarar mas muitas vezes nao sei como…Mas lendo o seu blog consigo assimilar comportamento, boas palavras…

    • adriana thomaz disse:

      Desde já, me desculpo por não estar respondendo prontamente as mensagens porque estou de férias e com pouco aceso a internet até o fim de janeiro.

      Um abraço forte e carinhoso com desejo de que as vibrações de renovação desta época de ano novo encham nossos corações de fé,

      Adriana

    • adriana thomaz disse:

      Oi Luciana,

      Espero que vc, sua irma e sua família estejam caminhando no luto e fico feliz em saber que meus escritos ajudaram um pouquinho nessa trajetória.
      Estava viajando na epoca mas li e mandei paz e luz pra voces nas minhas meditações.

      Com todo o amor e muita paz e luz pra voces,
      Adriana

  43. ANIIUSKA disse:

    SOU ESTUDANTE DE PSICOLOGIA , QUERIA MAIS INFORMAÇÃO SOBRE A TERAPIA DO LUTO, MORO EM ARACAJU SE. BJS

  44. Aniuska disse:

    Querida e Iluminada Adriana, sou estudante de psicologia em Aracaju Se , aqui a terapia de luto é pouco conhecida, quero enteder e estudar mais sobre pois, a carencia de informação no meu estado e grande , tem algum curso que eu possa fazer, sabe Adriana será que vc tem noção que o seu conhecimento é tão suave e generoso.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Aniuska,
      Obrigada pela sua ternura e carinho!
      Voce recebeu meu retorno por email? Nao conheço nada na sua região, infelizmente.
      Vou dar um curso aqui no Rio junto com a Dra Ingrid Esslinger de 4 módulos, 1 por mês, e gostaria de te mandar o folder pois as vagas ja estão se esgotando antes mesmo de anunciar.
      Vc tem interesse?
      Um beijo,
      Com carinho,
      Adriana

  45. Lucia Coelho disse:

    Oi, Adriana.
    Acompanho seu site desde os relatos da Cissa Guimarães. Me encontro desesperada pela iminência da perda dos meus pais… Tenho 30 anos e pais idosos com diversos problemas de sasúde progressivos. Cuido deles, mas ando cada vez mais temerosa pela perda, por não saber o que fazer com eles, como tratar… Preciso de um aconselhamento ou indicação sua… Moro em São Paulo – SP. Obrigada

    • adriana thomaz disse:

      Oi Lucia,
      Você recebeu meu email?
      Com amor,
      Adriana

    • adriana thomaz disse:

      Oi Lucia,

      Outro abraço forte em você. Vc recebeu meu email? Espero que tenha recebido o contato.
      Leu a materia da Martha Medeiros na revista do Globo de domingo?

      Com amor, paz e luz,

      Adriana

      • Lucia Coelho disse:

        Oi, Adriana.
        Não tenho acesso ao texto da Martha Medeiros que vc comentou. Se vc tiver algum link, poderia me passar? Estou curiosa para le-lo, pois gosto mutio do trabalho dela…
        Obrigada desde já pelo indicativo da terapia. Tenho seguido aqui em São Paulo….

  46. Ana Maria Peres Beserra Magalhães disse:

    Bom dia Dra Adriana.
    Há apenas 44 dias perdi meu esposo vitima da violência. Questão de dez minutos eu perdi o amor da minha vida. Fomos casadas por 21 anos e temos três filhos de 14,16 e 19 anos. Sinto um dor muito grande e uma saudade insuportável. Desde então vivo lendo tudo que possa me dar um pouquinho sequer de conforto. Ultimamente os depoimentos espíritas têm abrandado minha dor. Tenho lido muito sobre seu trabalho na terapia do luto.Coo moro em cidade pequena tenho que me confortar apenas com o que leio na internet. Por isso gostaria de que você me indicasse uma leitura para que eu tivesse um pouco de paz. Obrigada.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Ana Maria,
      Que esta mensagem possa de alguma forma lhe ser uma ferramenta para lidar com esse momento difícil da sua vida. Tambem perdi um grande amor e imagino como vc esteja se sentindo ainda mais depois de todos esses anos juntos. Entre em contato com o que é sagrado em você e vá buscar conforto no amor que vocês viveram e nas boas lembranças. Liste as pessoas com quem voe conta e em que cada uma pode lhe ajudar nesse momento. Leituras ajudam muito também. Se vc é espirita, vá buscar conforto na espiritualidade quando possível for.Eu não li, mas meus pacientes gostam do livro Violetas na Janela. Posso sugerir Conversando Com Deus, do Neale Donald Walsh. Veja se faz sentido para você.
      Estou enviando energia e muita força para você e seus filhos.
      Paz e luz do Dr. Bezerra de Menezes,
      Adriana

  47. Boa tarde, Adriana!!
    Gostaria de saber se voce conhece algum terapeuta de luto em São Paulo-SP,pois perdi minha filha a um mes, e continuo não entendendo e aceitando o que aconteceu.Estava gravida de 6 meses, e tive um parto prematuro, mesmo minha princesa nascendo grande, até os medicos se surpreendram pelo tamanho dela, não foi suficiente. Acabou falecendo devido a uma infecção muito forte.Ela viveu apenas 3 dias, não pude pega-la no colo, amamenta-la, apenas tirei uma foto dela na NEO, pois uma das enfermeiras se sensibilizou com o meu estado, e permitiu que tirasse apenas uma foto dela.Fico pensando no que errei para ela ter nascido prematura, era a minha primeira filha, depois de tanto tentar ,conseguir engravidar da minha princesa, mas me foi tirada.Aguardo sua reposta.
    Muito obrigada, muita luz pra você.
    meu email: indiamaradias@ig.com.br
    Ps: Ja te enviei outro depoimento, na época da partida da minha princesa.Vc recebeu?

  48. Raquel disse:

    Perdi meu filho no dia 01/03/2012, não sei o que aconteceu se ele suicidou e matou a namorada oo fizeram pacto de morte, e morreram juntos, não importa, sei que o perdiv,choro muito sinto uma dor sem fim no meu peito, alias noi corpo todo, estou muito cansada, também preciso de ajuda terapêutica caso você conheça alguma aqui na região de Campinas/SP, por favor, me indique, senão vou enloquecer, tenho mais três filhos, mas não consigo fazer mais nada, so chorar pelo que se foi. Me ajude.

    Raquel

  49. Marisa Muzetti disse:

    Adriana
    Boa Noite, meu nome é Marisa, meu marido de 54 anos muito jovem, cheio de vida, muito alegre
    que sempre foi a pessoa indispensável em toda festa de família, há um ano recebeu o diagnóstico de câncer no estômago, nem preciso dizer o estrago que essa “bomba” fez em nossas cabeças.
    Temos dois filhos lindos com 24 e 20 anos. Infelizmente não conseguiu operar, pois a doença já estava ao redor do órgão………fez 12 quimioterapias, algumas internações a última de 34 dias….agora está “estabilizado” como diz o médico, mas com apenas 43 quilos (pesava 88), enfim um quadro muito triste e que não sabemos como agir, qual a melhor maneira de ajudá-lo. Gostaria muito de saber o que dizer para ajudá-lo. Sei que você é uma pessoa bastante ocupada, mas agradeceria muito um socorro.
    Muito obrigada.
    Marisa

    • Adriana Thomaz disse:

      Oi Marisa,
      Sua história é bastante delicada e por email me sinto limitada na ajuda que posso te oferecer. Trabalho com pacientes com câncer e suas famílias e minha experiência é grande nessa área.
      Gostaria de um encontro? Atendo no Rio, no Leblon 35915131 ou em Botafogo 21031500, se optar por marcar.
      Com amor,
      Força e coragem,
      Adriana

  50. antonio carlos ribeiro disse:

    Olá Adriana, tudo bem, adorei sua entrevista ao programa da Maria Beltrão.
    Meu nme Antonio carlos Ribeiro, sou separado a 7 anos, 5 filhos, embora ter uma convivencia muito boa com meus filhos, nunca esperamos na vida tristeza e obstáculos, porém veio a separação, sofrimento, enfim. Hoje vivo com outra pessoa, muito bem por sinal, mas minha vida profissional está um caos, decadente mesmo, vivo sem trabalho e sem dinheiro, o que faço, termino com essa pessoa e toco minha vida com atenção profunda??? é tterrivel e humilhante viver na dependência… muito obrigado e um forte abraço.

    • adriana thomaz disse:

      Oi Antonio,

      Me parece que voce precisa de ajuda nesse momento para se re-organizar profissionalmente e em relação ao seu sentido de vida.
      Me mande um email com sua cidade e verei se posso lhe indicar algum profissional.

      Com muito carinho e obrigada pelo seu contato,

      Adriana

  51. antonio carlos ribeiro disse:

    Olá, bom dia Dra. Adriana, meu email é tomrestaurador@r7.com sorocaba.
    Como disse realmente preciso sim de ajuda, penso hoje que sofremos para pagar algo errado que cometemos na vida, ou seja, acabamos com o casamento, sofremos algo em troca?
    realmente fico perdido nesses pensamentos e os trabalhos não aparecem como antes.
    entende?
    muito obrigado pela atenção doutora, e obrigado pelas palavras inteligentìssimas que voce expoe, é de extremo inteligencia. tenha um ótimo domingo a senhora e familia.
    obrigado mesmo.

  52. Adriana Thomaz disse:

    Oi Raquel,
    Vc recebeu minha resposta por email?
    Com amor,
    Adriana

  53. Adriana, não sabe o quanto fico feliz com sua resposta pela minha história, mas não recebi a sua indicação de terapeuta aqui em São Paulo-SP. Por favor me envie novamente. Deus continue te iluminando. bjos.

  54. Lucimar Lima disse:

    Oi Adriana, perdi meu filho de 17 anos em um acidente de carro a 3 meses, estou precisando de ajuda com meu marido e meu filho de 13 anos,não sei o que fazer,moro em São José dos Campos/SP se vc puder me indicar algum profissional aqui na minha cidade te agradeço muito.
    bjos ,obrigada

  55. Rodrigo Luz disse:

    No último dia 21 de julho de 2012, estivemos com nossa amiga, Dra. Adriana Thomaz, médica e terapeuta do luto, no treinamento oferecido pelo Pastor Izaias, dirigido aos membros dos serviços de assistência espiritual que atuam/atuarão em hospitais de grande complexidade, em uma igreja protestante, em São Gonçalo, RJ. Ressaltamos, aqui, a importância da assistência espiritual para pessoas acometidas de doenças graves e, sobretudo, para pacientes portadores de doenças ameaçadoras da vida e que se encontram distantes das fronteiras da cura. Atualmente, é essencialmente reconhecida, em nossas práticas na saúde, a importância da dimensão espiritual do homem. Fala-se muito na Espiritualidade. Mas o que se deve entender por Espiritualidade?
    Entende-se “espiritualidade” por “relação transcendental da alma com a divindade e à mudança que daí resulta”. Ou seja, a espiritualidade está relacionada a uma atitude pessoal e intransferível, a uma ação interna, a uma ampliação da consciência, a um contato do indivíduo com sentimentos e pensamentos superiores e ao amadurecimento que esse contato pode resultar para a personalidade (Jung, 1986). Na prática dos Cuidados Paliativos, destaca-se o conceito de “dor total”, cunhado por Cicely Saunders, em 1967, que inclui a dor física (sensação dolorosa associada a lesões físicas); a dor psíquica (medos do sofrimento, da morte, do desconhecido, raiva, tristeza, desespero); a dor social (isolamento, rejeição, abandono, inutilidade) e a dor espiritual (falta de sentido na vida e na morte, medo do pós-morte, das culpas perante Deus, da ausência de conforto diante de questões espirituais, etc.). Dessa forma, a espiritualidade não está relacionada a crenças e dogmas, que pertencem ao campo das religiões. Estas, sim, são as confissões de fé, “são formas codificadas e dogmatizadas de experiências espirituais originárias” (Elias, 2003). Nesse mesmo sentido, Thonsem (1998) afirma que existem pessoas espiritualizadas que nunca participaram de organizações religiosas e existem outras que “frequentam regularmente serviços religiosos e não são espiritualizadas”. A espiritualização, portanto, independe da religião, do credo, da atitude confessional e da modalidade presencial neste ou naquele círculo religioso. Pode-se mesmo ser espiritualizado sem pertencer a nenhuma religião; pode-se ser assiduamente religioso sem ser espiritualizado.
    Acompanhamos, em parte, o treinamento dos capelães e a exposição concernente às perdas, à morte e ao luto, oferecida pela nossa Adriana Thomaz. Tocados pela simplicidade, pelo envolvimento e pela hospitalidade das pessoas envolvidas, nos sentimos comovidos pelo alcance que a educação para a morte pode alcançar. Percebemos, acima de tudo, por parte de todos os presentes, muita disposição para aprender e, sobretudo, muita disponibilidade para sentar-se ao lado dos pacientes e seus familiares, ouvir seus desabafos e suas angústias, a partir de uma escuta atenta, bem como reconhecer os próprios limites e compreender como é necessário agir em conjunto. Lembrei-me das palavras de um velho sábio que tive o privilégio de ouvir, há pouco tempo: “Eu não me basto. As minhas ideias não são as melhores”. No exercício de cuidar, na área da saúde, é imperioso reconhecer que precisamos da ajuda dos outros, uma vez que ninguém basta a si mesmo. Reconhecer que as próprias ideias e pensamentos acerca de determinada questão não são os melhores também é um caminho que a velha sabedoria exorta, justamente porque abre espaço para a reflexão acerca das nossas ações, para as críticas que venhamos a receber e para o nosso próprio crescimento pessoal.
    Finalmente, compreendi que o exercício de cuidar deve ser compartilhado, para que o sofrimento vivido nas situações de adoecimento e de morte seja pleno de significados e, portanto, suportáveis. Compartilhar a responsabilidade no cuidado de um paciente é essencial para a qualidade do cuidado. Um capelão pode integrar uma equipe multidisciplinar de saúde, em todas as esferas do cuidado – e sua ação costuma provocar mudanças importantes pelos efeitos que provoca. As orientações religiosas são as formas de ajuda mais procuradas por pessoas que vivem lutos ou perdas iminentes. Assim, seria uma grande impropriedade deixar de analisar a maneira pela qual os religiosos podem colaborar para essa fase complexa e, não raro, marcada por episódios de dor aguda. O psiquiatra Colin Murray Parkes, referência internacional nas pesquisas relativas ao luto e à morte, afirma que o “papel do religioso que faz a visita é semelhante ao de qualquer outra pessoa amiga, que gosta do enlutado e quer ajudar”. Portanto, “o religioso deveria estar preparado para mostrar sua aceitação do pesar e, em especial, das manifestações da raiva contra Deus e contra os seres humanos. Não ajudará nada se ele devolver essa raiva, ou se pretender abafar as emoções com dogmas, ou o sofrimento com tranquilizações exuberantes”. Ao contrário, “ele ajudará mais se ouvir e, caso seja solicitado, se colaborar com o enlutado […]” com palavras sinceras, abandonando o discurso social de negação da morte. Parkes ainda afirma que “o religioso que estiver ‘sintonizado’ com os membros da sua paróquia poderá encontrar a oração certa ou a citação bíblica adequada, mas é muito tentador tentar esconder-se atrás dessas respostas ‘fáceis’ e evitar envolver-se […]” (Parkes, 1998). Frases clichês não ajudam em nada e pode ser extremamente torturante aceitá-las, tais como: “Deus é bom e seu parente não gostaria de ver você chorando”; “Você precisa ser forte para cuidar dos seus outros filhos”; “Bola pra frente!”. O mais adequado é manter-se acessível para o enlutado e permitir que ele expresse seus sentimentos dolorosos e seu luto livremente, sem censuras desmedidas. A culpa talvez seja a companheira mais dolorosa da morte. Quando uma doença é diagnosticada como potencialmente fatal, não é raro os familiares se perguntarem se devem se culpar por isto. “Se ao menos eu tivesse notado a mudança antes!” ou “Se eu tivesse buscado um médico mais cedo!” são frases muito frequentes. É desnecessário dizer que o capelão pode ajudar em situações semelhantes, fazendo com que a pessoa perceba que fez o melhor e o possível. Entretanto, dizer apenas: “Não se sinta culpada, porque você não é culpada” não é o suficiente. Em geral, podemos descobrir a razão mais profunda desse sentimento de culpa ouvindo essa pessoa com bastante atenção. Quase sempre os parentes se culpam devido a ressentimentos verdadeiros com o falecido. Kübler-Ross (2008) reflete: Quem, num momento de raiva, já não desejou que alguém desaparecesse, sumisse do mapa, se danasse? Então, é importante ouvir de maneira apurada, sem censurar, sem ter a pretenção de fazer a pessoa se sentir “ótima” a todo o custo, sem tentar fazer a pessoa se livrar, de um momento para o outro, do sentimento de pesar e do luto que ela ainda experimenta.
    Não sendo necessariamente um profissional da área de saúde, um religioso que faz uma visita a um doente à morte ou que vai à casa de uma família que vive o luto cumpre o papel de qualquer pessoa que queira ajudar. Atuando com uma escuta afiada e habilidosa, o religioso pode servir como um potente catalisador, oferecendo espaço para o compartilhamento de emoções e pensamentos, não raro ambivalentes, acerca do morto, da equipe médica, da vida, da morte e do estresse vivido com a separação. Morto o paciente, “penso ser inoportuno falar do amor de Deus” (Kübler-Ross: 2008). Em geral, familiares costumam reprimir alguns pensamentos pouco aceitos socialmente, tais como a ira ou a raiva contra Deus, a equipe hospitalar, o próprio morto ou os demais parentes. Por outro lado, se existem muitos familiares que sentem raiva de Deus, ainda há os que se apegam fervorosamente à espiritualidade, buscando conferir um significado espiritual à experiência do adoecimento e da morte, transcendendo a “insignificância do ‘eu’”. O capelão ajudará mais se ouvir, com empatia, as manifestações decorrentes do luto e, recorrendo à escuta habilidosa, ajudar o enlutado a viver com coerência íntima. Importa destacar que, mesmo que o capelão disponha de tempo e oportunidade para cuidar do enlutado, muitas vezes será necessário recorrer aos profissionais formados para intervir dentro de técnicas específicas – como os profissionais da saúde mental, por exemplo. Entre os profissionais que podem atuar com os capelães estão o psicólogo, o assistente social, o terapeuta ocupacional, o médico, o enfermeiro, o musicoterapeuta, o técnico de enfermagem, entre muitos outros.
    Parabenizamos o pastor Izaias por sua iniciativa, bem como agradecemos, sinceramente, pelo convite que recebemos. Esperamos colaborar para que os serviços de capelania hospitalar prossigam prodigalizando conforto e assistência espiritual aos pacientes e seus familiares, estendendo suas ações para a equipe de saúde e para toda a rede de pessoas que a ela se relacionam. Nós, os que trabalhamos na difusão do movimento dos cuidados paliativos, estamos mais completos – porque estaremos cuidando, direta e indiretamente, para que essa dimensão tão importante para a saúde, a dimensão espiritual, seja cuidada com responsabilidade e dignidade.

    Com meu amor,

    Rodrigo Luz

  56. Bianca Pereira disse:

    Oi Adriana, Boa Tarde!
    Perdemos meu pai há 9 dias depois de um AVC e está sendo muito difícil. É difícil para mim que perdi meu herói e sinto uma saudade imensa, mas minha mãe precisa de ajuda. Foram 36 anos de casamento e muitos planos interrompidos. Poderia indicar algum serviço social que faça esse tipo de terapia? Existe alguma instituição que preste esses serviços aqui no RJ?

    Meu email é wmbia18@gmail.com .

    Obrigada e parabéns pelo trabalho.
    Abraços,

    Bianca

    • adrianathomaz disse:

      Bianca,
      Mais uma vez meu abraço forte.

      Entrei em contato com diversas fontes e não descobri, ainda, o atendimento que voce precisa aqui no Rio.

      Outro abraço carinhoso e muito demorado,
      Adriana

  57. adriana disse:

    Perdi um filho de 19 anos em um acidente de carro ha 3 anos e ainda não consegui elaborar o luto. Você indicaria alguem em Recife?

    • adrianathomaz disse:

      Querida Gloria,
      Acabei de ver que minha resposta não foi postada anteriormente, me desculpe e receba meu abraço forte e demorado.

      Segue endereço em Recife:

      Av. Maurício de Nassau, 219. Iputinga. Recife – PE.
      Clínica do Luto: (81) 3271.3793.

      Há atendimento psicoterápico individual (criança, adolescente ou adulto) ou grupo terapêutico de luto.

      Ou há também a possibilidade de buscar o Grupo de Apoio, na Clínica do Luto, aberto à comunidade.

      Grupo de Ajuda em Situação de Luto
      “O FAROL”
      Local: Clínica do Luto
      Av. Maurício de Nassau, 219. Iputinga. Recife – PE. 50721-190. Antiga Rua Monsenhor Fabrício – Paralela da Av. Caxangá.
      Supervisão Técnica: Andréa Cristina Valença Gomes Botelho
      Psicóloga Clínica, Psicóloga Hospitalar e Mestre em Psicologia/Luto e Família
      Diretora da Clínica do Luto – CRP 02/8070
      Inscrições: 1kg de alimento não perecível
      Informações e inscrição (é necessário se inscrever por telefone): (81) 3271.3793

      Com amor,
      Adriana

  58. É fácil dizer que cremos em DEUS quando tudo está bem. O difícil é manter nossa fé, quando a provação bate à nossa porta, sem pedir licença. Eu sei que devemos ver a morte como algo natural, entretanto, mesmo para as pessoas mais espiritualizadas, isto é muito difícil. Tive várias perdas durante os últimos dez anos: pai, mãe, sogro, cunhado jovem, sobrinha de 18 anos, amigos, enfim, entender que a vida é só uma passagem, um grande momento de aprendizado, tem sido um desafio. Há dois anos estou tratando um filho de 6 anos com leucemia. Quando iniciou o tratamento ele tinha apenas quatro aninhos, contudo, estamos na reta final do tratamento. E, uma coisa queria dividir com todos os participantes deste blog e também gostaria que as pessoas multiplicassem a minha mensagem a quantas mais pessoas puderem. Recentemente, em meados de 2012, passamos por uma fase terrível no tratamento de meu filho. E gente foi muito difícil, curvar de verdade os joelhos e colocá-lo em uma bandeja e dizer a DEUS: seja feita a sua vontade e não a minha. Mas o MILAGRE, só ocorreu o dia que consegui fazer isto de corpo, alma e mente serena. Efetivamente, “Nem uma folha seca cai de uma árvore – se DEUS não quiser”. Com isto não quero dizer que temos que nos acomodar, porque nosso destino está traçado e DESU tudo fará por nós. Ou então ser incrédulos nas possibilidades de transformação da sociedade, na cura de uma doença grave, na recuperação de um filho com vícios em drogas, entre outros desafios que enfrentamos. Muito pelo contrário, temos sempre que fazer a nossa parte. DEUS sempre agirá ao nosso lado, permitindo que cresçamos na sua Graça Santificante, por vezes, nos carregando no colo, independentemente que o resultado final seja a morte ou a cura. Peço que leiam um outro artigo meu: jejum de Daniel e a cura da Leucemia (buscar no tão útil google). Nele falo um pouco sobre o MILAGRE que DEUS operou em nossa vida este ano. Por ética, não posso divulgar o que aconteceu efetivamente em junho de 2012 com meu filho, mas por compromisso Divino, passarei o resto da minha vida, dando depoimento que possa trazer às pessoas: Força, Coragem, Paz e Equilíbrio na hora da dor. De uma coisa tenham certeza: MILAGRES – existem! Eu apanhei um com a MÃO. Vocês tem noção do que é isto???? Isto muda a nossa vida para sempre. Como tenho certeza absoluta, que independentemente de religião e crédulo de cada um de vocês, se vocês buscarem dia após dia, no meio da loucura que a vida de cada um de nós, um tempo para DEUS. Ele fará maravilhas por Você sua família! Sobretudo, o fará compreender muitas coisas: Você verá que pode viver com bem menos; que dá um prazer enorme ter tempo para ouvir as pessoas; que arrumar tempo para os filhos é o maior investimento que alguém pode fazer com o seu tempo; que existe tanto por fazer, nessa nossa sociedade brasileira com tanta desigualdade e pobreza, mas que por mais pobre que você seja, você sempre tem algo para dar e o melhor desse algo, nem sempre é ajuda material. Meu filho, por exemplo, foi salvo pela Oracão dos Amigos, Familiares, Pessoal do Colégio onde ele estuda, algo que custou basicamente TEMPO, entretanto um coisa tão difícil de repartir no mundo contemporâneo, onde as pessoas são workaholics (viciadas em trabalho) e sofrem da Síndrome da Pressa. Enfim… a ORACÃO diária nos coloca no PRUMO. Noutras palavras – uma VIDA sem oração – a parede CAI. Nossa Paz e equilíbrio interior vai por terra. Crie um hábito diário de Oração e um tempinho para ler a Bíblia. Acreditem se quiser: Descobri a doença do meu filho na Bíblia; Jesus curou todas as suas feridas do quadro gravíssimo que ele passou em 2012, eu buscando conforto, onde? – na Bíblia. Oração e leitura diária da Grande Carta de Amor que JESUS nos deixou, são os maiores sustentáculos para nos tornarmos FORTES. A minha religião, no momento, é o que menos importa, porque gostaria que essa leitura fosse útil para toda e qualquer pessoa que esteja enfrentando um momento difícil na vida. Tenho dito muito às pessoas. Santo DEUS, minha agenda hoje está terrível. Acho que está mais cheia que a de muitos executivos e brinco: estou ganhando da Dilma Rousseff. Contudo, diante de tudo o que estamos passando, aprendi que embora seja difícil, é fundamental separar: o importante do essencial. E aí gente, quando fizerem isto, na vida de cada um de vocês, vão se surpreender: SOBRA POUCO. Paz e Bem a todos!!! Marina.

  59. Querida Adriana Thomaz!

    Esqueci de agradecer na mensagem anterior pela oportunidade de escrever para o seu blog. Muita luz, Conforto, Paz e Discernimento pra Você. Não conheci seu Pai, mas pelo que li dos comentários sobre ele, Parabéns pelo Pai Maravilhoso que você teve.

    ABS

    MARINA WISNIEWSKI

  60. MrPeaceLove disse:

    Estou sofrendo com o luto da perda da minha mãe por câncer desde 2009, e só está piorando. Não tive nenhuma ajuda, não houve “paliativo” para ela, ninguém me disse que existia tal coisa como “terapia de luto”. E olha que ela trabalhava no INCA.

    Minha família se desfez completamente, meu pai, que é médico, cirurgião cardíaco, abandonou o lar e ainda levou meu irmão mais novo, e eu estou na fase de desespero total há um bom tempo.

    Pior, os terapeutas e psiquiatras com que me consultei ignoraram completamente este aspecto e só conseguiram mesmo foi me rotular, me acusar, me diagnosticar etc – nada de sobre o tal do luto. Dinheiro, tempo e esperanças jogadas no lixo.

    Talvez eu esteja procurando os profissionais errados.

    O meu caso é bem “complicado”, perdi completamente o rumo, a identidade. A grande verdade é que eu queria ter ido embora junto. E pra completar, minha tia, já idosa, está sofrendo com leucemia e eu não consigo ajudá-la.

    Já mencionei que não consigo mais trabalhar? Acabou o sentido, acabou a motivação, sumiram aqueles que considerava meus “melhores amigos”. Mas eu sumi, também. A verdade é que eu queria ter ido embora junto com ela.

    Doutora, se você puder indicar alguém, ou algum lugar onde eu possa ter ajuda competente aqui no RJ, eu ficaria imensamente agradecido.

  61. Isadora disse:

    Oi Adriana.. Perdi dois entes queridos muito proximos no ano passado durante um periodo em que tratava depressão e sindrome do pânico, achei que não fosse resistir a tamanha solidão. Uma dessas pessoas era minha avó, com quem eu morava sozinha…Mas depois de tantas perdas, engravidei enfim!
    Foi o momento mais magico da minha vida, era o menino que sempre sonhei..ate que descobri que meu filho tinha SHCE, uma cardiopatia congenita grave. Ele só tinha metade do coração.
    Entrei em desespero, mas segui com fé porque existem cirurgias que podem salvar essas crianças..
    Organizei tudo, lutei muito pra conseguir tudo pra ele nascer bem. tive meu parto no melhor e unico hospital do RJ que opera essa cardiopatia.
    Meu parto foi uma alegria e uma angustia, porque me levaram ele logo depois que nasceu. Foi pra UTi , enquanto eu me recuperava da cesarea no quarto.
    CHorei todos os dias quando acordava e nao via meu filho.
    Ele seria mantido vivo por medicamentos, até o dia da cirurgia, 6 dias depois do nascimento dele.
    Nesse periodo, estava na UTI, mas era um bebe normal, nasceu LINDO com mais de 3.5kg, e 52 cm. Parecidissimo com meu marido e comigo.
    Eu ia todos os dias lá deixar leite e fica com meu filho, nao podia beijar nem abraçar, mas tocava ele pelas aberturas da incubadora (onde ele mal cabia de tao grande e gordo rs).
    Meu marido e eu ficamos o tempo todo com meu bebê. Eu vinha para casa dormir, mas não comia direito, acordava em pânico.
    No dia da cirurgia eu quase surtei.. o medico explicou que ele passaria por circulação extra corporea, maquina coraçao pulmao, transfusão de sangue, hemodiálise, e que depois da cirurgia ficaria ainda por 3 dias com o peito aberto. E que o pos operatorio era a luta entre a vida e a morte. Voltaria roxo e muito muito inchado.
    Eu entreguei meu bebe na porta do centro cirurgico, lindo, alegre..
    E voltou sedado, roxo escuro, conectado a mais de 10 aparelhos, muitissimo inchado.
    Durante dois dias lutou pela vida e eu lutei ao lado dele na UTI.
    Mas depois disso ele se foi… no dia do meu aniversário, no horário em que há 22 anos atras, eu nasci.
    me sinto perdida, parece que o mundo virou um grande silencio… a solidão que eu sinto não passa por nada… Estou me sentindo ainda muito anestesiada, .. Hoje fazem 3 dias.
    Preciso de ajuda terapeutica, ja estou tomando antidepressivo e ansiolitico, mas ando sonolenta e tonta..
    Meu marido ja retomou o trabalho e a vida dele, mas eu estou sem rumo. Porque me programei para ser mae em tempo integral.
    Você tem alguma indicação de terapeuta do luto? você atende no RJ?
    te descobri pela revista bons fluidos, que comprei no dia da morte do meu bebê..
    Obrigada!

  62. Regina Célia Silva disse:

    Querida Adriana,

    Domingo (05.05.2013), fez dois anos que meu querido e amado Pai se foi, estou aqui postando que o seu site me ajudou muito a superar o primeiro ano dessa separação, quero muito agradecer pelas palavras e pela atenção. Hoje o que sinto é uma saudade, mas não sinto mais tristeza, sempre que isto acontece presto minha homegem a ele com uma comida gostosa que ele amava ou com as músicas do Luiz Gonzaga, assisti ao filme e chorei muito me lembrando dele (do meu Pai, que se sentava no quarto para ouvir seus CDs de Forró, um Nordestino nato).
    Hoje Andreia, me dedico a dar toda atenção a minha Mãe, marido , irmãos e Filho.

    Um abraço carinhoso,
    Regina Célia Silva

  63. ISABEL DAFONTE disse:

    Oi Adriana, gostaria de saber se tem algum grupo em SP que faz esse tipo de terapia, estou passando por esse processo e precisando muito de ajuda, obrigada

  64. RODRIGO HENRIQUE MACHADO DA SILVA disse:

    Olá Adriana, encontrei esse blog ao acaso, mas gostei bastante do material disponível nele. Você poderia me indicar alguma bibliografia sobre terapia de luto ou algum livro de auto- ajuda sobre o tema? Desde já muito obrigado pela sua atenção.

  65. IEDA REIS disse:

    Doce Adriana,

    Cheguei até aqui em razão da dor, da saudade e da culpa que sinto pela morte da pessoa que mais amei na vida: minha mãe. Sempre fomos muito amigas desde que eu era bem pequena, gostava muito de estar com ela, tê-la sempre por perto e com o decorrer dos anos passei a projetar meu futuro com foco especial no que eu poderia oferecer para ela. Então cresci, trabalhei, amadureci e os papéis se inverteram, eu passei a ser mãe dela e ela a minha filha. Eu controlava a dieta, os exercícios, a medicação, as roupas, a programação, o lazer, em tudo eu interferia. A dez anos atrás elaa foi atropelada ao sair da igreja, quase enlouqueci, quatro anos após ela sofreu um AVC, então a partir daí a sua saúde passou a ser delicada, embora eu estivesse sempre vigilante, nos meses que antecederam sua morte, cometi uma série de deslizes que hoje sei que foram fatais. Ela deixou, por minha culpa, de fazer um exame, de tomar uma medicação, de ir a um médico, ela soube da morte de uma conhecida por meu intermédio. E agora, nunca mais o amor, o abaraço, o beijo … tão nova 69 anos …. culpa, culpa, culpa …..

    Obrigada pelo espaço para desabafar.

    Ieda Reis

    • adrianathomaz disse:

      Ieda querida,

      Entre vocês só há amor. Amor verdadeiro. Se me permite um conselho, querida, solte essa culpa. Deixe isso no passado e siga com o Amor. Siga de mãos dadas com sua Mãe feita Amor. Faça sua escolha. Escolha o Amor.

      Amor,
      Adriana

  66. joao sawao ando disse:

    boa noite,fiz duas sessões de terapia com a dra adriana e ela me ajudou muito com seus conselhos e apoio, nas sessões ela entra dentro dos seus problemas e se emociona ,parecendo viver oque acontece com a pessoa que esta de luto ,ou seja o paciente,,excelente medica e um ser humano fantástico ,não sei se vou conseguir completar e terminar a terapia do luto ,mas vou tentar fazer o possível ,pois como disse um paciente aqui e uma terapia da vida .muito obrigado dra adriana thomaz

  67. thania carvalho disse:

    Boa noite meu nome é thania carvalho ultimamente estou muito triste .perdi minha mãe com câncer de mama a 20 anos ela tinha 48 anos quando partiu ,a 4 anos atras descobri câncer no meu marido e em 6 meses vei o câncer em minha irmã mas nova ela foi primeiro partiu em 6 meses com 39 anos ,passou um ano e meio o meu marido,; hoje faz 4 anos e 7 meses sem patrícia, câncer de mama.passou um ano meu marido e minha tia também eu cuidava da minha irmã em um quarto, e do meu marido no outro foi muito triste todos morreram comigo hoje tem 4 anos e 7 meses sem paty e 2 anos e 7 meses sem meu marido não consigo sair desta tristeza tomo remédio de depressão e agora estou suspeita também de câncer estou me cuidando pois todos eles quando souberam já era muito avançado se eu tiver está no inicio mas estou com medo,e muita falta dos 2 meu marido era tudo para mim o que eu devo fazer bjs 19-10=2013

    • adrianathomaz disse:

      Oi Thania,

      Sinto muito pelas suas enormes perdas e queria te dar um abraço forte. Espero que vc encontre forças para passar pelo seu diagnostico e, se necessário, pelo tratamento, em paz e serenidade.

      Se eu puder te ajudar mais, estou a disposição: me diga a cidade que vc mora e tento encontrar um profissional habilitado a cuidar de vc.

      Com muito amor,
      Adriana

  68. Adelina Alves Marcos disse:

    Boa noite.
    Fiquei a procura na internet de alguma coisa que me fizesse falar sobre esta dor insuportável que é a morte de alguém que amava muito, meu marido. Pessoa companheira, amiga e de bem com a vida.
    Sempre disposto a ajudar a todos que de uma maneira ou outra estivesse necessitado de algum tipo e ajuda.
    Para piorar ainda me sinto culpada por não ter tido calma na hora do assalto que fomos vítimas e reagi. Como meu marido sempre teve problema de visão, durante toda a nossa vida me sentia na obrigação de protege-lo e fazia o possível para evitar que tropeçasse e caísse ou trombase em alguma coisa. Acho que neste maldito dia achei que se gritasse seria socorrida por algum vizinho. Mas me enganei. Mas hoje percebo que ninguém socorre, nem é por maldade é que não tem condições de fazer isso. Agora minha vida virou de cabeça para baixo levei dois tiros, um no braço e outro na perna. O do braço já melhorou bem , mas a perna está muito difícil pois já fiz outra cirurgia mas ainda tenho infecção e vivo tomando antibiótico oral e na veia. Além disso vejo o sofrimento de meus três filhos, todos adultos, mas sempre tivemos uma família muito bem estruturada. E pela nossa maneira simples de viver mas muito boa é que tudo dói muito. Minha cabeça não me dá folga sinto um remorso infernal pela maneira que agi. Não sei como encarar a vida de agora para frente. Busco força em Deus e nas orações. E ainda para completar perdi minha mãe que já esperávamos, mas que também foi um caos. E também meu cunhado muito querido, minha irmã que me ajudava agora ficou pior que eu. Tudo aconteceu em seis meses. Confesso que tem hora que fico sem chão. Um grande abraço e confesso que achei muito bom ter este espaço para um desabafo profundo. Um Abraço, Adelina.

    • adrianathomaz disse:

      Oi Adelina,

      Que este espaço sirva de alento para que as experiências vividas possam ser compartilhadas e desta forma os corações possam ser aliviados de suas dores. Acredito que dor compartilhada é dor dividida e de alguma fotrma, aliviada… Estamos juntos nessa jornada. Que o Amor Maior inunde seu coração, que você se sinta abraçada e acalentada.

      Enviando alento e paz,

      Adriana

  69. Mariane disse:

    Faz 6 meses que perdi meu pai, tenho 19 anos e quando soube da notícia me desesperei, ele se suicidou, por motivo da separação da minha mãe. Me sinto culpada as vezes, hoje não tenho vontade de ir pra aula, comer, ou fazer qualquer coisa… Fazia tempo que eu não o via mas sempre passei férias com ele, e agora que está chegando o final do ano estou ficando desesperada, meu pai sempre foi tudo pra mim eu não sei o que fazer sem ele, sinto muito a sua falta, é desesperados saber que ele precisou de mim e eu não o ajudei, que eu estava longe dele, ele achou que eu tinha o esquecido. É uma dor muito grande, não estou conseguindo superar, parece que piora cada vez mais. Logo que ocorreu eu não fiquei tão triste como estou ficando de uns tempos pra cá, parece que a ficha está caindo agora. Não sei o que fazer, parece que quando eu for pras férias vou o ver novamente, não consigo aceitar, dói demais!!!!

    • adrianathomaz disse:

      Oi Mariane,

      Meu abraço carinhoso.

      Muito difícil mesmo. Essa fase do luto pode ser aquela em que tomamos consciência dos acontecimentos, mas uma avaliação melhor eu só posso fazer pessoalmente. Quando se trata de luto por Suicidio, aconselho sempre a terapia ou alguns encontros de aconselhamento pois há um grande potencial para se transformar num luto patológico.
      Me diga se tem interesse e a cidade que vc mora, ok?

      Vc não tem culpa de absolutamente nada. Lembre-se disso o tempo todo.
      Essa sensação de que se for pras ferias ira ver seu pai novamente é super natural durante o luto.

      Outro abraço forte e carinhoso.

      Com muito amor,

      Adriana

  70. Marilene geminiani disse:

    Dra.Adriana vou ligar pro seu celular como combinamos.Sinto que a terapia que estou fazendo nao esta dando efeito,as vezes melhoro mais nao sinto vontade de fazer nada,tipo ir ao Shoping academia etc.Faco as coisas em casa com muita lentidão e nunca fui assim ao contrario adoro cozinhar coisas saudáveis e estou sempre indo a praia e depois da perda da minha irma tudo ficou sem sentido,choro todos os dias e sinto muito desanimo.Vou procurar ajuda com a senhora e depois veremos se irei poder continuar. Um beijo no seu coração .

  71. Estou muito deprimida,creio que os remedios que o Dr Fernando passou nao estao dando resultado esperado e ja estou com varias receitas,sei que ele e um ótimo psiquiatra,
    Quero procurar sua ajuda,mais ao mesmo tempo comp irei parar com remedios ja que estou tomando a 1 mês e dizem que nao pode parar bruscamente.me ajuda Dra. eu posso fazer a terapia do luto me sentindo dopada e sem animo pra nada? nao vou mais ao terapeuta que estava indo 2 vezes por semana ,nao deu resultado, prefiro a terapia do luto.Quanto ao psiquiatra fui segunda feira e ele me achou a mesma coisa e mudou o remedio passando 2 pra dormir e aumentando a dose pra 1 e meio do depressivo, então liguei pra ele no dizia seguinte e ele mandou tomar só a da depressao e o rivotril e depois ligar pra ele. Pois notei que piorei com os dois pra dormir rivotril e stilnox a angustia no peito aumentou acordei 5 horas da manha e nao conseguia dormir mais. Desculpa todo meu desabafo e porque eu tenho inteira confiança no seu trabalho e farei tudo pra ter seu apoio,nao marquei ainda uma consulta por causa desta confusão .um grande abraço e um ótimo dia.
    Marilene

    • adrianathomaz disse:

      Marilene,

      Meu abrao carinhoso. Espero que vc venha em consulta para que eu possa te orientar e ajudar como medica em relao a medicao e como psicoterapeuta. Com amor, Adriana PS o tel para marcar com minha secretaria Jacqueline 998801049, de 8 as 17h.

  72. Juliana disse:

    Olá Adriana, procurando algumas respostas sobre essa dor do luto que não quer passar, achei o teu blog e decidi compartilhar minha dor!
    Daqui dois dias faz um mês que perdi meu pastor, meu parceiro, companheiro, irmão e amigo.
    Sabe, eu sei que Deus faz tudo para o bem, mas não entendi até hoje o porque Deus o levou de mim, ou melhor de nós (Da nossa igreja, das ovelhas de seu rebanho)
    Ele era tão novo, bonito, cheio de vida, e de uma humildade que hoje em dia é tão difícil encontrar…
    Perdi ele muito rápido. .
    Ele sentiu umas dores na barriga, achávamos que era coisa simples, mais acabou não sendo…
    Resumindo: ele tinha câncer, e estava em estado terminal!
    Foi um choque para todos, pensávamos o porque Deus tinha permitido isto, ou o porque isso acontecia logo com ele, um homem segundo o coração de Deus.
    Agradeço a Deus porque antes dele partir eu ouvi um “eu te amo” da boca dele, um “continue firme” “não desista”.
    Quando completou 1 mês e 6 dias que ele estava internado, ás 17h15min, Deus o chamou, o levou.
    Recebi a notícia de que havíamos perdido ele!
    Sai de casa e me sentei no chão da área e chorava, um choro gritado!
    Ele estava longe da nossa cidade, eu sabia que ia demorar oito horas para o corpo dele chegar, mas mesmo assim, eu fui para a igreja e limpei lá para esperar ele, me lembro que o corpo dele chegou no outro dias, ás 9hrs.
    Eu estava tão perto, vi abrindo a tampa do caixão, e cheguei perto e vi me desesperei e percebi que ele não ia mais voltar!
    Sabe, doía tanto, mais doeu mais quando a tampa do caixão ia pra ser fechada, eu sabia que NUNCA mais eu ia vê-lo aqui neste mundo.
    Bem, eu pensei que ia passar, que a saudade ia amenizar, mas NÃO! Nada disto aconteceu.
    Três dias depois levanto para trabalhar e recebo a notícia que minha tia se foi tb, com a mesma doença câncer… Ah, eu me desesperei, e a unica coisa que saiu da minha boca foi: essa doença está matando todo mundo!
    Sabe, me doeu muito essas duas perdas, mas a dele, me doeu mais, talvez porque eu convivia muito com ele, porque eu contava todos os meu segredos para ele, porque era p ele que eu corria quando tudo estava mal, ou quando algo de muito bom acontecia!
    Não sei, só sei que eu choro TODOS OS DIAS!
    Essa dor não quer passar…
    As vezes me apego olhando as fotos deles por horas, ou vendo os videos que fazíamos ensaiando, cantando e dançando.
    Sinto saudade da voz dele, do abraço, da forma de falar comigo: “Ei, menina você está bem, estou preocupado com você”.
    As vezes me pego discando o numero dele, sei lá, não sei o que me dá, só sei que essa dor não quer passar!
    SÓ SEI QUE DOÍ DEMAIS.

  73. Oiti Dra. Errei o nome do remedio e Zoloft 50 mg,bjoss

  74. Miriana Leite disse:

    Perdi minha mãe fazem 4 meses e eu e minha família estamos vivendo um momento desesperador com a perda dela. Vou resumir um pouco da nossa história para que assim possa entender melhor. Minha mãe era a base da nossa família, muito ativa e presente em nossas vidas. Sempre foi uma ótima mãe, esposa, vó e acima de tudo amiga. Nos protegia além da conta e hoje nos sentimos desprotegidos com a ausência dela. Tenho 5 irmãos, sendo: 3 homens e 2 mulheres, no total somos em 6. Todos casados e com filhos, sou a única solteira.
    Meus irmãos moram todos no mesmo quintal onde minha mãe morava, todos sempre juntos e participativos na vida do outro. Exceto 1 casal de irmãos que foram do 1º casamento da minha mãe e moram distantes mas mantemos contato por telefone, internet e de vez em quando estamos todos juntos. Morávamos eu, minha mãe e meu pai juntos e hoje somos só eu e meu pai. Meu pai sempre foi muito trabalhador e um marido muito presente e dedicado à esposa.
    Nossa vida andava normal, com seus altos e baixos como toda família quando de repente minha mãe começou a ter sérias dores que a impedia que exercer suas atividades diárias e começou a aumentar suas idas ao médico. Esse processo foi longo pois os médicos demoraram muito pra detectar o seu verdadeiro diagnóstico.
    Resumindo: Conhecemos um ótimo pneumologista que nos foi indicado por uma amiga que realizou exames mais específicos e com urgência e assim detectou a real situação da minha mãe. Minha mãe estava com câncer no pulmão e já em estado bem avançado. Esse mesmo médico nos indicou uma ótima equipe que iniciou no dia seguinte o tratamento para combater essa triste doença. Eu, meu pai e meus irmãos nos unimos e começamos então a batalha da vida, começamos a lutar pela vida da minha mãe, poupamos ela ao máximo de todas as notícias ruins que recebíamos dos médicos e oferecíamos a ela o máximo de cuidado, atenção e amor como família. Até que um dia minha mãe pegou uma forte pneumonia e precisou ser internada. Devido ao estado avançado da doença o seu corpo já não pode combater a doença e veio a falecer após 6 meses de batalha. Perdemos a batalha. Hoje nos encontramos sem forças pra continuar. É difícil retomar a vida, continuar a viver sem a pessoa que antes era nossa razão de existir. Difícil voltar a sorrir.
    Adriana, sei que já ouviu milhões de relatos parecidos em seu consultório, minha história não é diferente de todos os filhos que perderam as mães que procuram também a sua ajuda. Queria muito sua orientação, estamos muito perdidos em tudo. Não estamos conseguindo voltar à nossa rotina, ainda não fizemos nada com os pertences da minha mãe, tudo se encontra no mesmo lugar que ela deixou. É tudo muito cruel, não conseguimos enxergar nada a nossa frente, não conseguimos acreditar que exista felicidade após uma perda irreparável que é a perda de uma mãe.
    Adriana, desde já agradeço sua atenção não só em meu nome e em nome da minha família mas em nome de todas as famílias que você com toda certeza ajudou a reconstruir.

    Deus te abençoe! Muito Obrigada!

    Miriana Leite

    • adrianathomaz disse:

      Oi Miriana,

      Meus sinceros sentimentos pela perda de sua mãe.
      Cada história postada aqui é única, cada dor, a maior, porque é a sua… Mesmo que o contexto possa ser parecido, a individualidade das reações (e dos recursos) é sempre super respeitada e importante…

      Sinta-se super acolhida e demoradamente abraçada, ta? Sua mãe é sua mãe e sempre vai ser… Esse papel é dela… E daqui a pouco, você, aos poucos, elaborando
      essa nova forma de relacionamento com ela, que não passa mais pelo físico, você vai descobrir isso. O amor não mudou. Está aí, como está aí o sentido dessa história de cuidado verdadeiro e manifesto entre vocês.

      Estou ao seu dispor se precisar me encontrar em formato de aconselhamento individual ou familiar ou mesmo terapêutico durante seu luto. Existem coisas práticas a serem decididas como os pertences da sua mãezinha, a elaboração do período da doença, entre outros assuntos a serem abordados diretamente para que o luto possa transcorrer em paz. Não há regras, não há tempo, mas há que se entender o processo. Tem bastante coisa escrita no blog, se você quiser ler, ok?!

      Ainda assim, os encontros comigo podem ser agendados no telefone da minha secretaria, a Jacqueline, em horário comercial, através dos números:
      +55 (21) 99880-1049 (Vivo), +55 (21) 97471-4369 (Claro) e +55 (21) 98588-2896 Oi .

      O consultório novo foi dedicado exclusivamente à Saúde Mental – Aconselhamento, Psicoterapia e abordagem médica psicoterápica, quando necessária, para as questões relacionadas à Morte, às Perdas e ao Luto – fica entre Ipanema e Leblon, no Rio.
      Neste espaço dedicado à cura da Alma e à terapia da Vida, atendo desde pacientes fora de possibilidade de cura ou com doenças graves como o câncer, à pessoas enlutadas por morte ou perdas significativas. Aqui, grandes encontros se dão. Sejam bem-vindos, todos, ainda que as condições que os trazem não sejam as melhores. Aqui, vocês encontrarão um abraço quentinho e acolhedor, sempre.

      Todo o meu amor para você e sua família, e um abraço muuuuuito carinhoso,

      Um ano de paz,
      Adriana

  75. Olá Adriana. Encontrei sua página pesquisando ajuda pela internet,
    Sou do interior de Minas Gerais, perdi meu irmão de 31 anos assassinado a pouco mais de 3 meses e minha família não consegue se recuperar..
    Preciso ajudar especialmente meus pais, que jpá tem probelmas de saúde e cada um está reagindo de uma forma, Meu pai, quer que se faça justiça, está “investigando” por conta própria, chora pelos cantos.
    Minha mãe, que já era depressiva, entrou num estado onde não sabemos o que fazer . Começou terapia, mas não quis continuar, está sentindo angustiada, tem insonia mesmo tomando remédios, aterações de pressão e glicose.
    Meu sobrinho, de 2 anos e 10 meses, explicamos de maneira bem simples, que foi morar no céu. No início aceitou bem, agora tem tido crises de choro, está muito agitado, agindo como o pai. Por favor me ajude

    • adrianathomaz disse:

      Olá Kesia,

      Meus sinceros sentimentos pela perda de seu irmão e um abraço carinhoso em vc e na sua família.

      A forma da morte é um fator importante nas características do luto que se segue e muito do que sua família está vivendo pode estar relacionado a isso. Foi uma morte violenta. Isso vem com trauma, muitas vezes, e revolta, outras tantas. Tudo isso precisa ser levado em conta no processo do luto.

      O acompanhamento de sua mãe por um profissional está indicado, mesmo.
      Na verdade, encontros familiares com um profissional, poderiam ajudar, no inicio, até que cada um encontrasse seus recursos dentro do processo do luto, é o que eu penso ao ler seu relato…
      Escrevi sobre luto infantil, por favor, releia. Além disso, a Lucelia Paiva, também escreveu muita coisa.
      Se você não encontrar, me mande outro email.

      No site do Amigos Solidários na Dor do Luto, tem uma lista com endereços de grupos de apoio em MG. Outra sugestão para você.

      Leia, leia, leia… Se informe, se eduque. Penso que na sua situação, essa é a maneira de se ajudar ajudar sua família.
      Se quiser vir ao Rio, estou aqui.

      Essa sensação de confusão e sobrecarga, é natural e na medida que você compreender o processo do enlutamento, tende a diminuir.

      Muito amor e luz, muita luz,

      Te tenho num abraço,

      Adriana

    • adrianathomaz disse:

      Kesia,

      Desculpa! Eu te respondi e não foi!!!
      Meus sentimentos, meu abraço, meu amor pra vc e sua família.
      As condições da morte de seu irmão, de fato tornam o luto muito mais complicado, como estamos vendo nas reações do seu pai… Essa busca desenfreada pelo culpado… Essa angústia e desespero por justiça tendem a ser ferramentas de “busca”. Isso acaba sendo frustrante ou trazendo mais conflitos na maioria das vezes mas o meu papel aqui é apenas te dizer que é natural que isso aconteça até por um mecanismo de tentativa de aliviar a dor da perda… Quanto a sua mãezinha, essa tristeza é mais que natural e a recusa a terapia pode ser apenas por não fazer parte da cultura/ estilo de vida prévio, enfim… dela… Fala c a terapeuta… Pergunta o que ela acha.
      A criança precisa ser acolhida… Leia mais sobre luto infantil. O pai dele não foi exatamente morar no céu.., assim não te parece abandono? Leia coisas da Lucelia Paiva. Procure por ela na internet. Eu escrevi umas coisas também – olha aqui no meu blog. Se não achar eu te ajudo. Olha no Face – procura a Lucelia.

      Amor, luz e muita paz,

      Adriana

  76. Lisete disse:

    E, o que fazer quando perdemos um anjo, o irmão mais amado, o melhor amigo, um filho, tudo por culpa de um médico NEGLIGENTE????
    E agora???? a vida de outros 6 irmãos cheios de culpas por terem confiado o tratamento, a recuperação e a vida deste ANJO IRMÃO á este médico que se mostrou e procedeu como LOUCO omisso, PSICOPATA negligente, um MONSTRO que apenas abre diariamente o consultório por DINHEIRO, sem sequer querer preservar vidas (o que ele faz é mecânico e de fachada).
    Eu, uma das irmãs, estou já quase sem vida, ele era a minha vida.
    Sobre a incapacidade e negligência posso comprovar.

    • adrianathomaz disse:

      Lisete querida,

      Meu abraço antes de tudo, pela perda de seu irmão amado.

      Nada que eu disser nesse momento, provavelmente, vai lhe da alívio… Mas aí vai, bem do fundo do meu coração.

      A revolta é natural em qualquer situação de perda de um amor. É parte do luto e pode vir em qualquer momento. Entendo a característica única e especial no seu caso onde você atribui a morte à um erro médico e nesse caso, não posso responder ao seu questionamento num blog, sem saber melhor da sua história, me perdoe. Eu não estaria ajudando você.

      De fato, o que posso te dizer é que a revolta e a busca por um responsável acontece mesmo quando não há uma terceira pessoa envolvida e muitas vezes esse culpado acaba sendo Deus, o poder maior, ou mesmo a própria pessoa. E isso dá raiva. E isso é natural. Deve ser acolhido. E respeitado. Tem seu tempo. Tem seu fluxo. E alivia. ( não estou dizendo ser exatamente esse seu caso, ta? Estou refletindo com você sobre o tema revolta no luto).

      O que posso deixar aqui, sempre meu objetivo, é um aconselhamento amoroso e pontual e no seu caso, faço a indicação de que procure ajuda especializada, psicoterápica, pois o seu luto, pode ser um luto difícil por ser marcado por fatores relacionados à forma da morte da pessoa amada, como esse descrito por você (erro médico ou suspeita de erro médico – ambas as situações podem levar a uma dificuldade na vivência do processo natural do luto).

      Muito amor e luz para você e suas irmãs.
      Mais outro abraço muuuuuuito carinhoso,

      Adriana

  77. Minha querida.Dra.Adriana,
    Fui pela primeira vez em seu consultório super desesperada pela perda repentina de minha iirma e depois fui mais e mais (03 consultas) seus aconselhamentos seu carinho me ajudaram bastante continuo muito triste mais hj.consigo lidar melhor com a falta física e procuro me concentrar que ela existe e nossos laços são indissolúvel .
    Qdo existe amor nada acaba.,vou voltar a terapia pois vc.iluminou minha vida e tbm sinto um grande carinho por vc. e estou com saudadades sabia? Vc. e 1000 (mil) foi mto bom ter encontrado vc, no momento mais dificil da minha vida. Bjosssss

  78. claudia disse:

    Hoje vi este espaço e resolvi falar da minha dor.
    Perdi o meu grande amor meu marido, ele morreu de trombolismo pulmonar, foi tudo rápido.
    Não aguento esta dor dessa perda tão dificil, tem hora que acho que não vou aguentar.
    A saudade aperta demais, obrigada pelo espaço , por me ouvir.

    • adrianathomaz disse:

      Desculpa a demora, Cláudia.

      Meu abraço forte, carinhoso e demorado.
      A morte repentina é considerada violenta… Dai a força dessa dor.
      Que você receba meu carinho e muita luz para seguir adiante,

      Amor,

      Adriana

  79. Alessandra disse:

    Dra. Adriana. Já se passou 3 anos da morte de minha mãe e eu não consigo aceitar seguir sem ela. Dói demais e a dor é tão intensa que é como se fosse ontem. Não consigo me esquecer do telefonema que me trouxe a notícia, do seu corpo no sofá da sala, esperando o atestado de óbito e depois os serviços funerários. É tudo tão difícil. Sou a caçula de 9 irmãos, solteira e sem filhos, então minha mãe era tudo que eu tinha, era minha mãe, minha filha, minha amiga, enfim tudo. Sempre me amou de um jeito tão forte e tão único, que hoje sofro se este amor aqui, sem sua presença, sofro por me encontrar sozinha no meio desse mundo louco. As pessoas me dizem que já passou da hora de eu aceitar, mas só eu sei que tenho vegetado neste últimos 3 anos. Me arrasto pela vida, vencendo cada dia, na esperança de rencontrá-la.Tomo antidepressivo a 2 anos e faço terapia tb, mas mesmo assim as vezes acho que essa dor nunca vai passar. Obrigada pelo espaço. Parábens pelo seu trabalho.

    • adrianathomaz disse:

      Alessandra,

      Meu abraço demorado e carinhoso, de uma mãe que já é avó… Daqueles bem quentinhos…
      Siga em frente. O que não passa é a saudade. A dor se transforma. Vc se resignifica, aprende a se relacionar com sua mãezinha de outra forma pois o sentido dela na sua vida não muda nunca. Continue com a terapia. Vc chegará lá.

      Com muito amor,
      Adriana

    • adrianathomaz disse:

      Oi Alessandra,

      Não sei se você recebeu minha mensagem anterior pois o Blog esteve com alguma problemas de notificação de comentários. Me desculpe.
      Queria te dar um abraço muito carinhoso pela perda de sua mãezinha.
      Um laço de amor verdadeiro não se rompe com a morte. Vocês estão e sempre estarão juntas.
      Espero que seus dias estejam mais preenchidos de momentos em que as lembranças dos momentos dolorosos já não são tão presentes quanto antes.
      Que boas lembranças possam vir a alegrar seu coração e encher você do sentimento de gratidão por ter tido em sua mãe uma amiga, como você a descreveu.
      Isso é um privilégio de poucas pessoas.
      Todo o meu amor para você,

      Outro abraço,

      Adriana

  80. Glaucia Paixão disse:

    Casada há quase 8 anos, estava na tentativa para entrevistar. Pois meu sonho sempre foi formar uma família, já que sou filha única. Quando derrepente, descobri aos 29 anos que estava com câncer grau 4 nos dois ovários. Meu mundo caiu… Quanta dor. Não por ter que enfrentar um tratamento. Mas por saber que nunca mais poderia ter o sonho de gerar! Bom, o tratamento foi muito cansativo e dolorido, pelo fato da minha impossibilidade de ser mãe biológica. Tinha certeza que iria conseguir superar meu tratamento, mas no fundo sabia que seria pior viver depois! E foi isso mesmo… Depois de 12 semanas de quimioterapia e duas cirurgias. Nem tive tempo para me recuperar… Perdi uma amiga de câncer no ovário. Após isso, tive uma frustada tentativa de adoção. Tive a sensação de estar perdendo mais uma vez meu útero. Logo em seguida… Foi o divorcio. Afinal, passar por tanta dor. Isso não é para qualquer homem… Fui internada com embolia pulmonar. Hoje, depois de tanta dor. Me sinto mais forte. E agora realizada. Pois sou mãe de um menino lindo. E posso dizer que nasci mais uma vez… Nasci do meu filho e não ele de mim!

  81. Ieda Reis disse:

    Querida Adriana,

    Há um ano e meio minha mãe faleceu de complicações do diabetes (AVC), sempre fomos muito íntimas e amigas, e com o passar do tempo meu comportamento era mais de mãe dela do que de filha. Sou casada, tenho dois filhos, mas nunca deixei de tê-la como minha prioridade. Mas nos seus últimos meses de vida cometi uma erro gravíssimo, negligenciei com uma medicação dela. Não foi falta de recursos, apenas negligência e então ela morreu. E agora?Como viver com essa realidade? Hoje, sem minha mãe, e carregando essa culpa perdi a alegria, a espontâneidade, a confiança, a esperança …. só me resta a responsabilidade … Não há mais nada o que fazer ….

  82. Camila disse:

    Oi Adriana, como tantos outros encontrei este blog por acaso… Há cinco meses perdi meu irmão que infelizmente se suicidou. Ele era mais novo que eu e eu ajudei a cuidar dele quando criança. Ainda que seja praticante da doutrina espírita e teoricamente devesse estar mais preparada para a passagem de entes queridos, sinto uma dor profunda e recolhida pois sinto como se tivesse perdido um filho. Converso mentalmente com ele todos os dias, mas sempre me pergunto porque não tive oportunidade de fazer por ele tudo que gostaria. Hoje, dia de finados, não tenho por hábito visitar jazigos, tentei ter um dia normal mas a dor me pegou e sinto que preciso passar por isso e sentir, pois é inerente ao ser humano. Sinto que vou levar a responsabilidade disso comigo, pois só sobramos eu e meu pai a quem eu tento parecer forte para poupá-lo. É realmente muito difícil a dor da perda, mas sabendo que isto acontece todos os dias com tanta gente especial, espero que um dia consiga lidar melhor com isso. Abraço!

    • adrianathomaz disse:

      Camila,
      Desculpe a demora.
      Meu abraco fraterno a voce e neu agradecimento por compartilhar aqui a sua historia.

      Com muito amor,
      Tenha fé no seu processo.
      Adriana

  83. Barbara disse:

    Perdi a minha mãe há mais de dois meses atrás. Busquei e tenho buscado todo tipo de ajuda, e ver o depoimento de pessoas q conseguiram sobreviver a essa dor, me faz bem. Eu sou completamente apegado a minha mãe, penso nela 24h por dia. Choro todos os dias, sinto uma saudade insuportável e uma angústia q me tira o ar..eu não queria que nada disso estivesse acontecendo, n qria lidar com isso, n qria viver sem ela..A vida é completamente vazia e eu só me mantenho em pé pq sei que ela n qr q eu desista nunca. Ela nunca aceitaria me ver cair. Mas cada dia tem duas dificuldades, e agora a vida não é mais leve como costumava ser. Meu pai é álcoolatra e só atrapalha tudo. Eu e minhas duas irmãs precisávamos dela pra tudo. Só tínhamos ela. na minha cabeça fico remoendo como a vida pode ser tão injusta. Há poucos dias atrás estávamos juntas e felizes. Fzd muitas coisas boas. E de repente tudo se acaba. Se acostumar parece impossível. 😦

    Eu amei o seu trabalho, dra. E gostaria que houvesse mais matéria nesse blog, já li tudo. Não sei se vais ler isso, mas se sim, obrigada. 😦

    • adrianathomaz disse:

      Barbara,

      Leio tudo mas nem sempre consigo responder a contento e a tempo.
      Vcs estão em meu pensamento e em minhas meditações diárias.

      Te mando luz, paz e todo o meu amor para atravessar essa difícil jornada.

      Com meu mais puro amor,

      Adriana

  84. maria disse:

    A 15 dias perdi meu unico filho de 6 anos Para um Linfoma nao hodking, foram 5 meses desde o diagnostico ate o seu falecimento. Meses de muita luta e sofrimento mas sempre c a esperanca q Daria certo, afinal de contas EU nao podia acreditar q Deus tiraria de nos o nosso maior tesouro, o motivo da nossa felicidade, mas infelizmente foi assim q aconteceu…. Hj me encontro desnorteada, nao tenho motivacao p mais nada, choro todos OS dias de saudade, tanta luta,Tanta esperanca tudo em vao!!;! Perdi meu filho, meu companheiro, meu melhor amigo, perdi o amor mais sublime everdadeiro que conheci, a melhor companhia, o meu coracao que batia fora do meu corpo, parou, e hj me vejo viva mas me sinto morta! Ja procurei grupos de apoio ao luto, ajuda religiosa mas minha dor so aumenta a cada dia!! Me ajude por favor!!!
    Obrigada!

    • adrianathomaz disse:

      Maria,

      Meus sentimentos sinceros pela perda de seu filhinho.
      Não há palavras que venham a consolar sua dor nesse momento. Te sugiro a leitura do material aqui presente. O conhecimento do processo do luto pode te ajudar.
      Continue nos grupos de Luto.

      Vcs estão juntos. Esse amor é eterno.

      Com muito amor e desejando paz ao seu coração,

      Adriana

  85. Rosilene Nunes disse:

    Oi Adriana ..,
    Perdi minha mãe há 30 dias,de forma rapida e inesperada,deitamos para dormir e quando assustei ela já estava muito mal.Há anos dormiamos juntas pois a anos atrás ela teve um AVC dormindo e eu sempre tive medo que isso acontecesse de novo.Não me casei ,tive uma filha e nós três sempre viviamos juntas.Estou sentindo um vazio imenso,uma dor insuportável e sem falar na sensação de fracasso por ter passado anos achando que dormindo com minha mãe eu poderia evitar uma morte assim…ñao sei mais o que fazer para aliviar esta dor.

    • adrianathomaz disse:

      Rosilene,
      Essa dor parece insuportável mas com a elaboração do luto, ela vai se tornando suportável.
      Um amor desses não acaba nunca. E é isso que a sustentará. Tenha certeza que vcs estão e sempre estarão juntas.
      Com um abraço caloroso e solidário de quem também perdeu a mãe,
      Paz e Luz pro seu coração,
      Adriana

    • Rosilene, também perdi a minha vitima do maldito AVC e estou sem chão. Ela se foi em 9/05/15. Sou de SP, mas não encontrei grupos aqui. Depois disso já parei até na UTI com problemas no coração. É uma tristeza sem fim, um vazio enorme, mas sejamos firmes! Acredito que um dia ameniza.

  86. taynan disse:

    Ei pessoal me chamo Taynan moro em MG este ano infelismente perdi minha mae quando diagnosticada ,tendo câncer no útero foi horrível pior coisa que poderia ter me acontecido .

    • adrianathomaz disse:

      Taynan,
      Que meu abraço forte chegue ao seu coração e te dê algum alento.
      Estamos juntas nessa dor. Saiba que em algum momento ela se tornará suportável.
      Com toda a solidariedade de quem também perdeu a mãe,
      Adriana

  87. Maira disse:

    Olá Adriana. Estou enfrentando a dor da morte de meu pai há 23 dias, de um AVC bem repentino. A morte dele foi muito dolorosa, após o AVC ele ficou consciente, porém na madrugada ele teve outro AVC, vindo a ter morte encefálica 4 dias depois. Inicialmente recebemos a notícia da morte no dia 27.04, porém o protocolo da morte encefálica só foi fechado no dia 30.04. Ficamos mais 3 dias numa angústia sem fim. Meu pai sempre foi meu herói, meu amor, meu amigo. Não sei ainda o que estou sentindo, mas já não durmo e nem me alimento. Minha mãe tem Alzheimer e era ele quem cuidava dela, o que torna a situação ainda mais difícil. Dentro de mim sinto uma revolta, uma raiva muito grande e acabo me policiando para não demonstrar e trazer ainda mais sofrimento para minha família, todos estão sofrendo muito. Achei esse site por acaso e li todos os depoimentos, moro em Salvador e tudo ainda é muito confuso. Não sei se devo procurar uma terapia… Só sei que essa saudade é muito grande.

    • adrianathomaz disse:

      Maira querida,

      Meus sinceros sentimentos pela perda de seu pai amado.
      Obrigada por compartilhar conosco sua história.
      Vcs estarão sempre juntos, querida. Sempre.
      No luto, especialmente no inicio, é comum a falta de sono e fome. Beba bastante liquido e tente comer frutas e coisas leves. Vai melhorar.
      Estou a disposição,

      Com muito amor,

      Adriana

    • Priscila disse:

      sei o que esta sentindo perdi minha irma dia 14/04 de morte cefalica tbm

  88. Valéria Guimaraes disse:

    Olá.
    Doutora Adriana sou sua fã e recebo sempre sua ajuda no meu email.
    Por favor quem estiver lendo me responda : vi um comentário no face falando que ela morreu??
    E verdade? O que aconteceu se for verdade. EstaVá doente ou acidente.
    Estou agoniada. Preciso saber.
    Agradeço a atenção.

    • adrianathomaz disse:

      Olá valeria, sou Bruna filha dela. Sim, infelizmente perdemos nossa anjinha. Ela fez a passagem dela. Tudo indica que tenha sido infarto ou embolia pulmonar. Está sendo muito difícil a perda dela tão inesperada. Ela faleceu no dia 3 de setembro. Agora está lá de cima olhando e cuidando de cada um de nós. Um beijo e fique com Deus!

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